sexta-feira, 17 de julho de 2015

Os Invertebrados

Os Invertebrados

  • Características dos filos;
  • Reprodução;
  • Respiração;
  • Exemplos;
  • Estrutura;
  • Desenho do animal correspondente;

Filos que serão citados:

§                     Esponjas ou poríferos;
§                     Cnidários;
§                     Platelmintos;
§                     Nematelmintos;
§                     Moluscos;
§                     Anelídeos;
§                     Artrópodes;
§                     Equinodermos;

Introdução

O reino Animal por ser muito extenso, é subdividido em dois grandes grupos: os Vertebrados, que possuem vértebras, e os invertebrados, que não as possuem, e são a maior parte dentro do reino dos animais. Os invertebrados simbolizam o inicio da vida animal na terra, são os seres mais simples dentro do reino estudado.
Sabemos que os animais tiveram inicio do desenvolvimento do reino protista, em torno de 700 milhões de anos atrás. Os seres mais simples, os poríferos existem até hoje, entretanto outros foram totalmente extintos da fauna como os dinossauros. Devido a intensa exploração humana muitos animais foram extintos sem piedade e os que existem atualmente vão ao mesmo caminho.
Nesse trabalho estudaremos somente a subdivisão dos invertebrados, que como já foi dito são os seres mais simples. Devido sua grande diversidade eles são subdivididos em oito filos distintos: Esponjas ou poríferos, Cnidários, Platelmintos, Nematelmintos, Moluscos, Anelídeos, Artrópodes, Equinodermos.
Os invertebrados são extremamentes importantes para a harmonia da vida terrestre, portanto, são indispensáveis a todos os ecossistemas. Nós Estudaremos suas principais características morfológicas, fisiológicas; sua reprodução; sua respiração e, finalmente, sua estrutura. Será uma grande aventura adentro de um reino que esconde muitos mistérios e que serão descobertos a cada tópico estudado.  

1.Filo dos Poríferos

            Os poríferos (espongiários ou esponjas) constituem o grupo mais simples de animais. Embora multicelulares, com células relativamente especializadas, sua organização é rudimentar. A simplicidade de sua estrutura faz com que seu modo de vida seja em colônias.
            O nome porífera refere-se ao fato de os representantes deste filo apresentarem o corpo todo perfurado por poros microscópicos. Quando se trata de uma esponja simples e individual, podemos dizer que ela é um organismo que vive de forma fixa em um substrato submerso.
            A parede do corpo da esponja é composta por duas camadas celulares: a externa é constituída por células achatadas chamadas pinacócitos e a interna é formada por células flageladas, denominadas coanócitos. Cada poro é um canal microscópio que atravessa o citoplasma de uma célula especializada chamada porócito, e é através dos poros que a água, trazendo oxigênio e partículas alimentares, penetra na cavidade atrial do espongiário.
            As esponjas não têm sistemas muscular, nervoso ou sensorial; pequenas modificações na forma do corpo, entretanto, podem ser consideradas pela retração das células de revestimento e dos porócitos.
            Quanto a alimentação, as esponjas são animais filtradores, em conseqüência, a água penetra pelos poros da parede corporal. A água que entra contém os gases necessários à respiração e também partículas alimentares em suspensão. As partículas alimentares são capturadas pelos coanócitos, capazes de realizar a fagocitose, assim o alimento é digerido intracelularmente em vacúolos digestivos.
            Todos os espongiários são aquáticos, e a maioria das espécies vive no mar, algumas vivem isoladamente outras formam colônias.
            Sua coloração pode variar do laranja ao vermelho, do azul ao negro.
            Os poríferos se reproduzem tanto assexuada como sexuadamente. Varias espécies reproduzem-se por brotamento; os brotos geralmente permanecem unidos, crescem e formam uma colônia de espongiários. As esponjas também apresentam formas sexuais de reprodução. Células amebóides do corpo sofrem meiose e diferenciam-se em óvulos e espermatozóides. Os espermatozóides são liberados na água e penetram na parede do corpo das fêmeas, onde fecundam os óvulos.

Resumo
Diagnose de um porífero: animal filtrador, com nível simples de organização corporal, não apresenta qualquer órgão ou sistema.
Habitat: ambiente aquático, a maioria das espécies é marinha.
Exemplo: poríferos usados como esponjas de banho (gênero Spongia)
Dados da anatomia e fisiologia:
Sistema digestivo: ausente (alimento fagocitose por coanócitos)
Sistema circulatório: ausente (difusão de substancias através dos espaços entre as células).
Sistema respiratório: ausente (trocas gasosas or simples difusão)
Sistema excretor: ausente (excreções lançadas, por difusão, na água circundante).
Sistema nervoso: ausente
Reprodução: assexuada, por fragmentação e brotamento; sexuada, com desenvolvimento indireto (larva anfiblástula).
                        

2.Filo dos Celenterados

            São animais mais desenvolvidos que os poríferos, embora também sejam simples. O nome Cnidária é dado porque os animais desse filo possuem em seu corpo Cnidoblastos ou células urticantes. Os representantes desse filo são as águas-vivas e as anêmonas-do-mar.
            Os Celenterados apresentam-se em duas formas corporais básicas: Pólipo (forma polipóide) e Medusa (forma medusóide). Os pólipos são sempre fixos a um substrato, ao passo que as medusas são formas livres-natantes. Apesar de se diferirem em forma, os pólipos e as medusas têm a mesma organização estrutural: o corpo é formado por uma parede que delimita uma cavidade interna, a cavidade gastrovascular. Esta se abre para o exterior através da boca, que serve tanto para a entrada de alimentos como para a saída de resíduos da digestão e do metabolismo (Sistema digestivo incompleto). A maioria dos celenterados possui, em torno da boca, um conjunto de tentáculos, utilizados na captura de alimento e na defesa.    
            A parede corpórea é formada: externamente por uma camada epidérmica com função protetora e sensitiva; internamente por uma camada, a gastroderme, que tem função digestória e onde se situam as células que promovem a digestão intracelular, no interior de vacúolos. Entre a camada epidérmica e a gastroderme existe a mesogléia, estrutura gelatinosa que serve de apoio para o corpo. E entre a mesogléia e a epiderme existem células nervosas que, em conexão funcional com outras células, determinam o surgimento de um mecanismo sensitivo-neuromotor.
            Como já foi dito às células que caracterizam os celenterados são os cnidócitos, que promovem a defesa do animal e contribuem para a captura do alimento, através de substancias urticantes.


Filo dos Celenterados
Classe
Características
Exemplos
Hydrozoa
Pólipos
Hydra (dulcícolas)                 Obelia (colonial)         Physalia                         Caravelas coloniais
Scyphozoa
Medusas
Aurelia                                          Tamoya
Anthozoa
Polipóides
Actínia                                          Corais
O Quadro Acima nos mostra os subfilos existentes dentro do filo dos celenterados

                 A reprodução dos celenterados pode ser: assexuada (brotamento) ou sexuada. É comum a ocorrência de metagênese ou alternância de gerações. No caso da alternância de gerações: a fase sexuada é representada pela forma medusóide;a fase assexuada, pela polipóide.





Resumo
Diagnose de um celenterado: animal com forma de pólipo ou medusa; formado por duas camadas celulares; sistema digestivo incompleto apresenta células urticantes, os cnidoblastos; existem espécies que há alternância de gerações de pólipos ou de medusas.
Habitat: Ambientes aquáticos, a maioria marinha.
Exemplos: Caravela, Medusa marinha, hydra.
Sistema digestivo: presente, incompleto (digestão extra ou intracelular).
Sistema circulatório: ausente (o alimento é distribuído diretamente na cavidade gastrovascular)
Sistema Respiratório: ausente (trocas gasosas por simples difusão)
Sistema excretor: ausente (excreções lançadas, por simples difusão).
Sistema nervoso: presente (formado por uma rede difusa no corpo)
Reprodução: alguns pólipos têm reprodução assexuada por brotamento; algumas espécies têm ciclos de vida com alternância de gerações sexuadas e assexuadas. 


3. Filo dos Platelmintes

São vermes de corpo achatado. Desprovidos de patas e corpo alongado. Existem platelmintos de vida livre e também parasita.  Os de vida livre não vivem à custa de outros seres vivos como os parasitas, que se alojam em hospedeiros para cumprir seus ciclos de vida. As planárias vivem na água doce, no fundo de lagos, sob pedras ou da folhagem. Sua boca fica na região ventral e ela parece vesga. Ela é muito utilizada em experimentos. Já os parasitas podem causar doenças comuns como a esquistossomose e a teníase que são transmitidas respectivamente através do contato direto da larva com a pele ou pela ingestão de carne crua contaminada. São também conhecidos como vermes. Ex: Planária, Esquistossomo e Solitária.
Os vermes mais inferiores são os platelmintos, os quais têm o corpo mole e fino. O filo inclui três classes: os Turbelários ou platelmintos de vida livre, a amioria dos quais habita a água doce ou salgada ou mesmo lugares úmidos na terra; os Trematodos, parasitas externos ou internos; e os Cestoda ou tênias, cujos vermes adultos são parasitas intestinais de vertebrados. Trematodos e tênias são parasitas importantes para o homem, rebanhos e animais silvestres, alguns causando moléstias sérias ou mesmo a morte destes hospedeiros. Os únicos platelmintos de vida livre são encontrados entre os turbelários, que apresentam a epiderme ciliada delicada enquanto os trematodos e as tênias são revestidos com uma cutícula resistente à digestão e têm ventosas e ganchos para a fixação nos seus hospedeiros. Aqueles que vivem internamente não apresentam órgãos sensoriais.



Resumo
Diagnose de um platelminte: animal de corpo achatado, formado por três tecidos embrionários, corpo sem cavidade (acelomado) preenchido por mesênquima; sistema digestivo incompleto, simetria bilateral.
Habitat: terrestres e aquáticos, de água doce ou salgada, formas parasitas vivem no interior de diversos tipos de hospedeiros.
Exemplos: Planaria de água doce, a tênia.
Sistema digestivo: Presente, incompleto (intestino muito ramificado, com digestão intra e extracelularmente).
Sistema circulatório: ausente (alimento distribuído pelo intestino muito ramificado)
Sistema respiratório: ausente (trocas gasosas por simples difusão)
Sistema excretor: presente (poros excretores na superfície dorsal do corpo)
Sistema nervoso: presente (um par de gânglios cerebrais, ligados a dois cordões nervosos longitudinais).
Reprodução: em algumas planarias pode haver reprodução assexuada por fragmentação; as planarias são monóicas com o desenvolvimento direto, sem estagio larval; outras espécies são dióicas; muitos representantes desse filo são parasitas, alguns com diversos estágios intermediários. 


4. Filo dos Nematelmintos

            Os nematelmintos reúnem vermes de corpo cilíndrico, não dividido em anéis. Podem ter vida livre, isto é séssil, ou ser parasitas. Possuem tamanho que varia de milímetros até mais de oito metros, como é o caso do parasita de placenta de baleia. Dentre os parasitas podem ser citados a lombriga, o ancislóstomo, o oxiúro, o bicho geográfico e a filária. Para estes vermes existem alguns cuidados profiláticos, tais como, não ingerir alimentos crus, não andar descalço e lavar sempre as mãos ao tocar em terra ou areia que possa estar contaminada.

Resumo
Diagnose de um nematelminte: animais de corpo fino e tubular; triblásticos; cavidade corporal denominada pseudoceloma; sistema digestivo completo, simetria bilateral.
Habitat: formas de vida livre terrestre e de água doce ou salgada; formas parasitas vivem em diversos tipos de hospedeiros.
Exemplos: lombriga.
Sistema digestivo: presente, completo (intestino sem ramificações; digestão extra e intracelularmente).
Sistema circulatório: ausente (alimento distribuído pelo fluido da cavidade pseudocelômica)
Sistema respiratório: ausente (trocas gasosas por simples difusão)
Sistema excretor: presente (um par de canais excretores, próximos a boca).
Sistema nervoso: presente (um anel nervoso em torno da faringe)
Reprodução: sexuada; em lombriga os vermes têm sexos separados, o ciclo parasita é bem complexo com diversos estágios intermediários.

5. Filo dos anelídeos

Como o próprio nome já sugere, são animais com o corpo todos segmentados, isto é, dividido em anéis. Na maioria dos anelídeos, observamos grossos fios de quitina que são chamados de cerdas. Estas se apresentam em feixes ou isoladas e são usadas para auxiliar na locomoção. São animais que vivem em ambientes úmidos ou aquáticos, pois precisam manter a pele sempre umedecida. Apresentam respiração cutânea, isto é, pela pele. As principais classes de anelídeos são:

Oligoquetos: animais detritívoros que compõe o húmus. Escavam galerias e canais buscando alimento (restos vegetais) e abrigo. Têm a pele revestida de muco, são viscosas, pois fazem respiração cutânea, este auxilia o seu deslocamento e as protege de doenças. Sua reprodução se dá por fecundação cruzada e são hermafroditas. Ex: minhoca.
Poliquetos: marinhos, ficam flutuando ou ainda no interior de tubos fabricados por eles mesmos, à base de calcário de restos de conchas e da areia. Apresentam muitas cerdas e a sua respiração é branquial. Ex: tubícola.
Hirudíneos: alimentam-se de sangue de vertebrados. Vivem em regiões de pântanos ou charcos, isto é, em ambientes úmidos. Apresentam uma ventosa na região da boca além de uma mandíbula serrilhada. Não apresentam cerdas pelo corpo. Ex: sanguessuga.

Resumo
Diagnose de um anelídeo: Animal de corpo metamerizado; triblásticos; celomado; sistema digestivo completo; simetria bilateral.
Habitat: animais de vida livre, terrestres e de água doce ou salgada.
Exemplos: Um oligoqueto terrestre bem conhecido é a minhoca-louca e a sanguessuga.
Sistema digestivo: presente, completo (intestino com regiões diferenciadas – faringe, papo, moela e etc.) digestão extracelular.
Sistema circulatório: presente, do tipo fechado (presença de vasos pulsáteis).
Sistema respiratório: ausente (trocas gasosas ocorrem pela superfície corporal, bem irrigada de sangue).
Sistema excretor: presente (excreção por meio de nefrídios).
Sistema nervoso: presente (composto por uma nervosa ventral, com um par de gânglios por segmento).
Reprodução: sexuada; existindo espécies monóicas e dióicas; em alguns casos o desenvolvimento é direto, e em outros existem estágios larvais.

6. Filo dos Moluscos 
Os moluscos são animais de corpo mole, A maioria apresenta uma concha de calcário, com variedade de cores, formas e tamanhos e que normalmente são externas e algumas vezes podem ser internas. Os moluscos são também adaptados a todos os tipos de ambientes: terrestre e aquático. Seu corpo apresenta três partes: cabeça, pé e massa visceral, na cabeça ficam a boca e os olhos, o pé é uma forte massa usada para locomoção e fixação. As classes de moluscos são:
Gastrópodes: apresentam uma única concha e seu corpo é mole, mas apresenta uma forte musculatura que o ajuda a se locomover. Seu sistema digestivo é bem desenvolvido e apresentam um par de tentáculos na cabeça com olhos nas pontas. A boca apresenta uma mandíbula e a rádula usada para ralar o alimento, seu pulmão é em forma de câmara. São exemplos de gastrópodes a lesmas, o caracol e o caramujo.
Bivalves: Apresentam duas valvas interligadas por fortes músculos formando a sua concha, seu corpo mole fica protegido no interior destas valvas. Não apresentam cabeça e seu pé se expande para fora ou se recolhe completamente quando ele se fecha. São chamados de animais filtradores, já que retiram da água as partículas de alimento e o oxigênio que circula entre as suas brânquias. São exemplos mariscos, lepas e ostras.
Cefalópodes: O aspecto de seu corpo justifica seu nome, os pés na cabeça. Apresenta uma concha interna no interior do corpo. A massa visceral é na realidade a cabeça e os pés são modificados em tentáculos. Estes animais se locomovem auxiliados pelo movimento da água que passa por um tubo ou sifão que fica junto à cabeça. São carnívoros e a sua respiração é branquial. Apresentam ventosas para fixação nos tentáculos. São exemplos o polvo, a lula, o Nautilus e o Argonauta.


  Resumo
Diagnose de um molusco: animais de mole, com ou sem concha; triblástico; cavidade corporal denominada celoma; sistema digestivo completo, com glândula digestiva anexa e simetria bilateral.
Habitat: animais vida livre, terrestres de água doce ou salgada; raras formas parasitas têm larvas que vivem em guelras de peixes.
Exemplos: mexilhão, lula, polvo e o caracol de jardim.
Sistema digestivo: presente, completo (intestino com regiões diferenciadas com digestão extracelular e intracelular).
Sistema circulatório: presente, do tipo aberto (com coração e vasos sanguíneos nos quais circulam o sangue)
Sistema respiratório: presente (trocas gasosas ocorrem em órgãos especializados como as brânquias e os pulmões; sistema acoplado ao circulatório).
Sistema excretor: presente (excreção por meio de nefrídios, estrutura especializada na remoção de resíduos).
Sistema nervoso: presente (composto por três ou quatro pares de gânglios nervosos, ligados a nervos que afligem o corpo).
Reprodução: sexuada; existindo espécies monóicas e dióicas em alguns casos o desenvolvimento é direto em outros existem estágios larvais.


7. Filo dos Artrópodes


Contém a maioria dos animais conhecidos, aproximadamente 1.000.000 de espécies, sendo muitas delas extremamente abundantes em número de indivíduos. O filo é um dos mais importante ecologicamente, pois domina os ecossistemas terrestres e aquáticos em número de espécies ou indivíduos ou em ambos. O corpo é segmentado externamente em graus diversos e as extremidades pares são articuladas, sendo diferentes em forma e função. São revestidos por um exoesqueleto de quitina. Seu sistema nervoso, olhos e outros órgãos sensitivos são proporcionalmente grandes e bem desenvolvidos. Este é o único grande filo de invertebrados com membros adaptados à vida terrestre, independente de ambientes úmidos, além de que os insetos são os únicos invertebrados capazes de voar. As diversas espécies são adaptadas a vida no ar, na terra, no solo e em água doce, salobra e salgada. Sua simetria é bilateral, apresentam sistema circulatório lacunar, respiram por brânquias, traquéias, pulmões ou pela superfície do corpo.
Têm glândulas especiais de excreção e sistema nervoso com gânglios dorsais. Os sexos são geralmente separados em macho e fêmea e a fecundação é geralmente interna, podem ser ovíparos e ovovivíparos, geralmente apresentam estágio de larva e sofrem metamorfose. A maioria dos zoólogos acredita que os artrópodos provavelmente surgiram de algum grupo primitivo de poliquetos. Há cinco principais classes de artrópodes, que estudaremos em seguida.
Insetos: Maior classe dos artrópodes com mais de 700 mil espécies. Apresentam um esqueleto externo (exoesqueleto) de quitina, sofrem muda (troca de esqueleto) conforme o crescimento, tem o corpo dividido em: cabeça, tórax e abdome e ainda 6 patas. Possuem um par de antenas, há dois pares de asas, mas espécies com um par ou ainda sem asas. Sofrem metamorfose, após a cópula e a fecundação, a fêmea deposita os ovos que se transformam em larvas, depois em pupas e no final na forma adulta do inseto.  Sua respiração é traqueal, sendo esta ramificada pelo corpo. Seu aparelho circulatório é lacunoso (coração e câmaras). Seu aparelho bucal pode ser mastigador ou triturador, sugador, picador e lambedor. Eles têm grande importância ecológica e podem estar relacionados com a transmissão de doenças. Exemplos de insetos: pulga, mosca, barata, borboleta, abelha, besouro, formiga e pernilongo. 

Aracnídeos: São artrópodes quelicerados e com um par de palpos. Seu corpo é dividido em cefalotórax e abdome, além dos 4 pares de pernas.  Não apresentam asas e antenas. Seu desenvolvimento é direto, a maioria é peçonhenta e alguns são parasitas.  Sua respiração é filotraqueal.   São exemplos de aracnídeos: as aranhas, os escorpiões e os ácaros.

Crustáceos: São artrópodes geralmente aquáticos. Apresentam o corpo dividido em cefalotórax e abdome, este fica protegido por uma crosta de quitina e calcário que forma o exoesqueleto. Os microcrustáceos são de grande importância ecológica, pois formam o plâncton.  Apresentam dois pares de antenas e vários pares de pernas, sendo algumas modificadas em forma de remos (birremes). Sofrem metamorfose, pois as fêmeas depositam seus ovos após a fecundação que irão se transformar em larvas e mudar até atingir a fase adulta. São exemplos de crustáceos: paguro, camarão, lagosta, lepa, siri e caranguejo. 

Diplópodes e Quilópodes: São animais de corpo alongado e segmentado, isto é, dividido em segmentos ou anéis.  Apresentam vários pares de patas e um par de antenas. Os quilópodes apresentam um par de patas por anel ou segmento, são animais mais velozes e apresentam forcípulas, um exemplo é a lacraia. Os diplópodes apresentam dois pares de pata por anel ou segmento, sua antena é menor e conseguem se enrolar, um exemplo é o piolho de cobra.

Resumo
Diagnose de um artrópode: animal de patas articuladas e exoesqueleto quitinoso; corpo metamerizado; triblástico, celomado; sistema digestivo completo; simetria bilateral.
Principais classes do filo:
Crustáceos (crustáceos): dotados cefalotórax e abdome; dois pares de antenas e cinco pares de patas locomotoras.
Insetos: corpo dividido em cabeça tórax e abdome; um par de antenas; três pares de patas locomotoras no tórax; sem apêndice abdominal;
Aracnídeos: corpo dividido em cefalotórax e abdome; sem antena; quatro pares de patas locomotoras no cefalotórax; sem apêndice abdominal.
Habitat:
Crustáceos: animais de vida livre, a maioria vive nos ambientes aquáticos, de água doce e salgada; poucas formas terrestres, que precisam de muita umidade.
Insetos: vive em todos os ambientes, estando ausente apenas no mar, são os únicos invertebrados capazes de voar.
Aracnídeos: a maioria terrestre, com poucos representantes aquáticos.
Exemplos
Crustáceos: camarão, lagosta, siri azul etc.
Insetos: mosca domestica pernilongo e pulga etc.
Aracnídeos: aranha, escorpião.
Reprodução:
Crustáceos: sexuada; espécies dióica, com copula; a fecundação ocorre externamente; o desenvolvimento pode ser direto ou apresentar diversos tipos de larvas.
Insetos: sexuada espécie dióicas; com copula; a fecundação ocorre internamente; o desenvolvimento pode ser direto, indireto com metamorfose gradual ou indireto com metamorfose completa.
Aracnídeos: sexuada espécie dióica; com copula a fecundação ocorre internamente,
O desenvolvimento direto


                       
8. Filo dos Equinodermos

Os equinodermos são todos marinhos, mas não nadam e não flutuam, eles se arrastam ou ficam fixos ao fundo ou em rochas. Apresentam espinhos recobertos por uma fina camada de pele. Assumem diferentes formas e tamanhos, apresentam simetria radial, isto é, seu corpo é dividido em duas metades idênticas. Sua locomoção se dá com o auxílio do sistema ambulacrário, que funciona com a pressão dá água que circula dentro de tubos que ficam interligados aos pés (encontrados aos pares). Sua respiração é branquial e seu esqueleto é formado por placas de calcário, sendo desta maneira bem resistente e desenvolvido.  O sistema digestivo é bastante simples, havendo uma boca e o ânus. A reprodução se dá em animais de sexos diferentes, que liberam seus gametas masculinos e femininos na água (fecundação externa). Sistema excretor ausente. Sem cabeça, corpo disposto ao longo de um eixo oral-aboral. Todos são animais grandes e nenhum é parasita ou colonial. Existe uma considerável controvérsia quanto aos grupos do filo que seriam os mais primitivos. Alguns zoólogos dão preferência as formas sésseis, enquanto outros acreditam que os de vida livre teriam surgido primeiro. Os equinodermos têm cinco classes.

Asteróides: as estrelas do mar abundam em quase todas as costas marinhas, especialmente em praias rochosas e ao redor de pilares em portos. Várias espécies vivem desde linhas de mares até profundidades consideráveis. Seu corpo consiste em um disco central e braços afilados. Apresentam esqueleto externo de calcário e se locomovem através da circulação de água por seus pés ambulacrais.

Ofiuróides: Os ofiúros possuem cinco braços longos e finos e móveis, unidos em um disco central. Não apresentam ânus, apenas a boca. Por causa da sua aparência são também chamados de serpentes do mar. 

Holoturóideis: Os pepinos do mar, também conhecidos como holotúrias, apresentam um comportamento diferente. Quando as condições estão ruins, ou mesmo quando estão sendo atacados, soltam parte de seu intestino e enquanto seu predador se ocupa com parte de seu sistema digestivo, ele foge.

Crinóides: Semelhantes a flores são chamados de lírios do mar. Normalmente ficam fixos em rochas ou mesmo no fundo da mar. Seu corpo é um pequeno cálice em forma de taça, de placas calcárias, ao qual estão presos cinco braços. 

Equinóides: Seu esqueleto é interno e composto por calcário. Geralmente apresentam espinho em grande quantidade ao redor do corpo que auxiliam na sua locomoção e servem pra sua proteção contra predadores. Os ouriços do mar apresentam o tubo digestivo completo, com boca e ânus.

Resumo
Diagnose de um Equinodermos: animais dotados de simetria radial quando adultos; celomados; esqueleto interno; sem metâmera; sistema digestivo completo; sistema circulatório, excretor e respiratório ausente ou reduzido.
Habitat: animais de vida livre, exclusivamente marinho.
Exemplos: são bem conhecidos ouriços-do-mar ou pindas, as estrelas e a corrupio ou bolachas-de-praia;
Sistema digestivo: Presente, completo (intestino sem grandes diferenciações, com glândulas digestivas; digestão extracelular).
Sistema circulatório: ausente (distribuição de substancias pelo fluido celômico)
Sistema respiratório: ausente (trocas gasosas facilitadas pelo sistema hidrovascular)
Sistema excretor: ausente (excreções diretamente na água)
Sistema nervoso: presente (composto por um anel nervoso em torno da boca).
Reprodução: sexuada; espécies dióicas; gametas eliminados na água, fecundação externa; desenvolvimento indireto, vários tipos de larvas. 


Bibliografia
§          Livro: fundamentos da biologia moderna / José Mariano Amabis; Gilberto Rodrigues Martho – 1ª ed. São Paulo.
Livro: Série novo ensino médio – Vol. Único – Paulino

 http://www.vestibular1.com.br/revisao/r369.htm

domingo, 5 de outubro de 2014

Video-aulas de Educação Ambiental

Educação Ambiental - Apresentação





Educação Ambiental -  Ecossistema e desequilíbrio ecológico






Educação Ambiental - Animais






Educação Ambiental - Mata Atlântica




Educação Ambiental - Água






Educação Ambiental - Lixo e Coleta Seletiva






Educação Ambiental - Energia






Educação Ambiental - Transporte Sustentável






Educação Ambiental - Hábitos de Consumo






Educação Ambiental - Ecoturismo







segunda-feira, 16 de junho de 2014

TCC - DEMONSTRAÇÃO DE COMO É FORMADA A CHUVA ÁCIDA E OS EFEITOS QUE PROVOCAM NO MEIO AMBIENTE

TCC - DEMONSTRAÇÃO DE COMO É FORMADA A CHUVA ÁCIDA E OS EFEITOS QUE PROVOCAM NO MEIO AMBIENTE


Aline Pereira de Vasconcelos Oliveira
Claudia Gonçalves Dias
Maria Joana de Oliveira Santos
Maroisa Vilalva da Silva
Nilton Zanesco
RESUMO
Com os avanços tecnológicos ocorridos após a Revolução Industrial, estenderam-se também a necessidade de produção e consumo. Hoje o crescimento da população mundial ultrapassa a marca de 7 bilhões de habitantes, resultando um maior lançamento de poluentes na atmosfera. Entre os principais problemas de impacto ambiental, destacamos a chuva ácida. As principais causas para a formação das chuvas ácidas são os óxidos de nitrogênio e enxofre, que geram no momento da combustão; o nitrogênio é aportado pela atmosfera e não há forma de evitá-lo; as chuvas ácidas e os nevoeiros ácidos farão parte do cotidiano do planeta. Estes compostos em forma de gotas de chuva e de nevoeiro causam grande impacto na saúde da população; que pode ser irritação de mucosas, em humanos e animais, ou deterioração na cutícula das folhas dos vegetais. Faremos uma demonstração em aula prática, mostrando como é formada a chuva ácida, e suas consequências ao meio ambiente. Para isto utilizaremos vidro com tampa, enxofre em pó, fitas de papel colorido, pétalas de flor colorida, colher, pedaços de fios, caixa de fósforos e caneta. Colocando uma fita de papel colorido e uma pétala de flor na parte de dentro da tampa do vidro com cerca de 5 cm de água, depois faça uma nova fita de papel colorido e o umedeça com água. E mais um pequeno gancho e pendure por dentro do vidro. Será feita a observação da queima do enxofre. Para observação dos resultados. Acreditando que o conhecimento não é imposto, e sim construído a partir de vivências, dependendo do modo cultural, econômico e tecnológico de diferentes grupos. Serão realizadas pesquisas para o fundamento de dados a partir de fontes bibliográficas como: livros, revistas científicas, fontes digitais confiáveis, e jornais. Para demonstrar através de uma aula prática como é formada: e quais os efeitos que a chuva ácida provoca no meio ambiente. Porque para caminharmos rumo à sustentabilidade é necessário o reconhecimento, e esclarecimento, dos limites da inserção humana na natureza: Para evitarmos as consequências das chuvas ácidas no meio ambiente.
Palavras-chave: Poluentes na Atmosfera; Chuva Ácida; Meio Ambiente.

ABSTRACT
With technological advances occurring after the Industrial Revolution, have extended the need of production and consumption. Today the growth of world population surpasses 7 billion people, resulting in a greater release of pollutants into the atmosphere. Among the main problems of environmental impact, include acid rain. The main causes for the formation of acid rain are oxides of nitrogen and sulfur, which generate at time of combustion, nitrogen is contributed by the atmosphere and there is no way to avoid it; acid rain and acid fog will form part of the everyday the planet. These compounds in droplets of rain and fog cause great impact on population health, that may be irritation of mucous membranes in humans and animals, or damage the cuticle of plant leaves. We will make a demonstration in classroom practice, showing how acid rain is formed, and its consequences for the environment. For this we use glass lid, sulfur powder, strips of colored paper, colorful flower petals, spoon, pieces of wire, matchbook and pen. Putting a ribbon of colored paper and a flower petal on the inside of the glass cover with about 5 cm of water, then make a new tape colored paper and moisten with water. Plus a small hook and hang on the inside of the glass. The observation is made by burning sulfur. To observe the results. Believing that knowledge is not fixed, but constructed from experiences, depending on how cultural, economic and technological development of different groups. Surveys will be conducted for the foundation of data from literature sources such as books, journals, reliable digital sources, and newspapers. To demonstrate through a practical class as is formed: and what effects acid rain has on the environment. Because to walk towards sustainability requires recognition and clarification of the limits of integration in human nature: To avoid the effects of acid rain on the environment.
Keywords: Pollutants in the Atmosphere; Acid Rain; Environment.

INTRODUÇÃO
Para compreendermos os motivos que causa as chuvas ácidas faremos uma aula prática para demonstrarmos como a chuva acida é formada, e qual é as suas consequências no meio ambiente, para entendermos o porquê da degradação das matas, e o descontrole do ecossistema.
Antes de falarmos sobre o assunto, vamos definir o que são ácidos, bases e escala de pH; que são elementos essenciais para compreensão das precipitações ácidas.
Gilbert Newton Lewis definiu os ácidos e bases da seguinte forma: ‘’Ácido é uma substância capaz de receber um par de elétrons solitários; E bases é uma substância capaz de doar um par de elétrons solitários’’ (Nilson Antonio Brena 2009 p. 31).
Soren Peder Lauritz um bioquímico dinamarquês, em 1909 definiu uma escala química, a escala de pH, que apresenta um ponto neutro, o valor 7; valores maiores que 7 indicam soluções básicas ou alcalinas e, valores menores que 7, soluções básicas; as chuvas ácidas possuem um pH por volta de 4,5.
A acidez da chuva é causada pela solubilização de alguns gases presentes na atmosfera terrestre, cuja hidrólise seja ácida. Entre estes se destacam os gases contendo óxidos de enxofre, e os óxidos de azoto, os quais reagem com a água atmosférica para formar ácidos fortes como o ácido sulfúrico e o nítrico. Proveniente das impurezas da queima dos combustíveis fósseis para a produção de energia térmica, e energia elétrica. Em decorrência desta acidez e as características corrosivas, os efeitos na natureza provocados pelas “chuvas ácidas” têm aumentado; Áreas florestais e lagos podem ser os mais prejudicados, sendo parcial, ou totalmente acidificados perdendo completamente sua vida. No entanto, não é só a natureza que sofre com os efeitos das chuvas ácidas: Casas, prédios, monumentos, alguns materiais utilizados nas estruturas, como nas barragens; as turbinas de geração de energia enfrentam sérios problemas, a população em geral também sofre com os iões tóxicos liberados através das chuvas ácidas. O cobre pode ser uma das causas que implicam nas epidemias de diarréias em crianças e jovens; e acredita-se também que à ocorrência de doenças de Alzheimer, tem uma ligação entre o abastecimento de água contaminada com alumínio.
As chuvas ácidas encontram-se entre os principais problemas de impactos ambientais. Segundo Caroline Faria (2007), este termo foi primeiramente utilizado pelo climatologista inglês, Robert Angus Smith em 1872 após ter presenciado o fenômeno na cidade de Manchester, Inglaterra logo no início da Revolução Industrial.
Em ambientes aquáticos o aumento de pH, acarreta a morte de milhares de espécimes, no solo, a acidez diminui a abundância de cobertura vegetal, propiciando de forma direta o desmatamento. Para Brena (2002)’’a chuva ácida pode exercer efeitos prejudiciais à folha, caule, ao solo, reduzindo a clorofila. Prejudica o transporte de nutrientes, dificultando o desenvolvimento da planta’’. (BRENA, N. A. 2002 p. 119)
Então, o presente trabalho tem por objetivo a conscientização de todos os alunados através de uma aula prática, para demonstrar como é formada a chuva ácida, e quais as suas consequências no meio ambiente; Justificando-se da importância do conhecimento, para evitarmos a formação da chuva ácida.

MATERIAIS E MÉTODOS
Para fazer a demonstração de uma chuva ácida são necessários os seguintes materiais.
* 1 vidro com tampa (como os de maionese ou café solúvel)
* Enxofre em pó (1 colher de chá cheia)
* 4 fitas de papel colorido azul (3 cm cada uma)
* 2 pétalas de flor colorida
* 1 colher de plástico
* 2 pedaços de fios de cobre (15 cm cada um)
* 1 caixa de fósforos
* 1 caneta
Para realizar o experimento:
1. Coloque uma fita de papel colorido e uma pétala de flor na parte de dentro da tampa do vidro. Utilizando a colher de plástico, polvilhe um pouco do enxofre em pó sobre a fita e sobre a pétala (não utilize todo o enxofre, apenas o suficiente para manchar parte do papel colorido e da pétala de flor).
2. Coloque cerca de 5 cm de água da torneira no vidro, e com o auxílio da colher (limpa), retire um pouco de água e coloque sobre o enxofre que está sobre a pétala e o papel colorido. Observe o que acontece com a água em contato com o enxofre, e se houve alteração na cor do papel e na pétala.
3. Pegue uma nova fita de papel colorido e o umedeça com água.
4. Monte o seguinte esquema: Coloque em uma das extremidades do fio de cobre uma nova pétala e um pouco separado coloque um novo papel colorido azul. Na outra extremidade do fio, faça um pequeno gancho e pendure por dentro do vidro que já tem um pouco de água. Tome cuidado para que a pétala ou fita não entrem em contato com a água. Veja a ilustração (figura 02).
5. Pegue o outro fio de cobre e enrole parte deste na ponta da caneta, formando um pequeno cone de cerca de 1 cm. Faça um pequeno gancho na outra ponta do fio, retire a caneta e encha o cone com enxofre em pó, com cuidado (use a colher). Pendure o fio de cobre por dentro do vidro (sem atingir a água).
6. Posicione um fósforo aceso abaixo do cone para iniciar a queimar o enxofre e rapidamente retire o fósforo e tampe o vidro. Observe se o enxofre está realmente queimando. Aguarde 5 minutos.
7. Retire os fios de cobre de dentro do vidro rapidamente. Feche o vidro e agite a solução cuidadosamente.
Figura 1


 Figura1: usando um lápis como molde para fazer o cone. Enrole o fio de cobre em sua ponta. Finalize o cone retirando o lápis







Figura 2
Figura 2: Em um pote com água pendure dois fios de cobre. Um com o papel e a pétala de flor, e o outro com um enxofre dentro do cone.  Pendure os fios de cobre por dentro do vidro (sem atingir a água).  Coloque fogo no enxofre e tampe o vidro. Finalizando a queima do enxofre retire os fios, fecha o vidro e agite.

Observe as diferenças entre a coloração da pétala atual com a anterior. São efeitos comparativos para demonstrar as consequências da chuva ácida no meio ambiente.


RESULTADOS E DISCUSSÃO

A chuva ácida é composta por diversos ácidos como, por exemplo, o óxido de nitrogênio e os dióxidos de enxofre, que são resultantes da queima de combustíveis fósseis (carvão, óleo diesel, gasolina entre outros), quando caem em forma de chuva ou neve, estes ácidos provocam danos no solo, plantas, construções históricas, animais marinhos e terrestres. Este tipo de chuva pode até mesmo provocar o descontrole de ecossistemas, ao exterminar determinados tipos de animais e vegetais, e poluindo rios e fontes de água; a chuva pode também prejudicar diretamente a saúde do ser humano, causando doenças pulmonares.
A chuva ácida refere-se à deposição úmida de constituintes ácidos, os quais se dissolvem nas nuvens e nas gotas de chuva para formar uma solução com pH inferior a 5,6 o gás carbônico CO2 atmosférico dissolve-se nas nuvens e na neblina para formar um ácido fraco, o ácido carbônico (H2CO3) este ácido confere a chuva um pH de 5,6. Este valor de pH resultante da contribuição de um gás naturalmente presente na atmosfera indica que a água da chuva já é levemente ácida. Entretanto, valores de pH inferiores a 5,6 indicam frequentemente que a chuva encontra-se poluída com ácidos fortes como o ácido sulfúrico (H2SO4) e o ácido nítrico (HNO3) e eventualmente com outros tipos de ácidos como o clorídrico (HCl) e os ácidos orgânicos. Essa deposição ácida é causada principalmente pelas emissões de dióxido de enxofre (SO2) os dióxidos de nitrogênio, pois são gases de espécies formadoras de ácidos fortes mais frequentes emitidos pela atividade antropogênica, por exemplo: Os combustíveis fósseis liberam enxofre na forma de óxidos: combustíveis fósseis usados em indústrias, como o carvão mineral e, em automóveis, como derivado do petróleo, principalmente o óleo diesel.

CONCLUSÃO
O que podemos fazer para reduzirmos as emissões de dióxido de enxofre e de nitrogênio: é reduzirmos o uso de combustíveis fósseis, fazendo uso de transportes públicos, porque isto está ao nosso alcance para reduzirmos toneladas de emissões de óxido de nitrogênio e usarmos menos benefícios da energia do ambiente, porque a energia utilizada vem a partir de combustíveis fósseis, o que pode levar à chuva ácida. Por exemplo, desligando as luzes em ambiente que não estão sendo utilizado, reduzindo o uso de ar condicionado, usar menos possível a energia elétrica; substituindo aparelhos antigos por aparelhos mais novos, que consomem menos energia. Uma fonte de energia alternativa, também pode ser usada em usinas de energia para reduzir as emissões: estas alternativas são: a energia geotérmica, energia solar, a energia eólica: A água (fonte renovável de energia = hidroelétrica), o hidrogênio (fonte renovável de energia = célula a combustível) e a radiação solar (fonte renovável de energia = células fotovoltaicas). Todas as energias renováveis são excelentes opções para reduzirmos as causas das chuvas acidas.
Em conclusão, as duas principais fontes que provocam a formação de chuvas ácidas é o dióxido de enxofre e óxido de azoto; os automóveis são as principais fontes de emissões de óxido de nitrogênio, e as fábricas de serviços públicos são as principais fontes de emissões de dióxido de enxofre. Estes gases evaporam para a atmosfera e em seguida, são oxidados em nuvens formando ácido nítrico ou ácido sulfúrico, quando estes ácidos retornam de volta à terra, eles não causam danos apenas ao ambiente, mas também à saúde humana, causando problemas em sistema respiratório, afetando diretamente a saúde quando inalado ou consumido através de alimentos contaminados.
Governos aprovam leis para reduzir as emissões de dióxido de enxofre e óxido de nitrogênio, mas não adianta; a menos que as pessoas começam a trabalhar juntas para impedir o lançamento desses poluentes; pois bastam as fontes naturais de poluição atmosférica que temos em nosso planeta. Se chuva ácida destrói o meio ambiente; eventualmente, se cruzamos os braços e nada fazermos para mudarmos esta realidade, nos destruirá também.
 Confiantes que a educação ambiental é hoje, o instrumento mais eficaz para mudarmos a realidade do nosso planeta; e consequentemente para que cada indivíduo mude de hábitos e assuma novas atitudes; elaboramos o presente trabalho, com a intenção de contribuirmos para diminuir as emissões de gases poluentes e evitarmos a formação das chuvas ácidas. Pois a acreditamos que a partir do momento que a população compreender que agredindo a natureza, agride-se a si mesmo, teremos menos chuvas ácidas, e automaticamente uma melhor qualidade de vida. Esperamos que com este trabalho possamos proporcionar uma melhor compreensão de como é formada as chuvas ácidas, e quais os efeitos que causam no meio ambiente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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