segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Vertebrados - PARAM

Vertebrados - PARAM

PEIXES

Características Gerais
  • Apresentam esqueleto interno, com coluna vertebral e crânio.
  • Possuem adaptações para a vida aquática.
  • A pele é coberta por escamas (que são diferenciadas de acordo com a parte do corpo), que facilitam o deslizamento do corpo na água.
  • Respiram por brânquias (certas espécies são chamamos “pulmonados”).  As brânquias podem ser protegidas por uma espécie de “tampa” chamada opérculo.
  • Podem ser herbívoros, carnívoros ou parasitas.
  • Locomoção feita por nadadeiras, nomeadas de acordo com a localização no corpo: dorsal, caudal, anal, branquial e pélvica.
  • Sistema nervoso:  com cérebro, medula espinhal e nervos.
  • Sistema sensorial:  olhos desenvolvidos (sem pálpebras), bolsas olfativas, bolsas gustativas, membrana timpânica.  As sensações táteis são percebidas pela linha lateral (conjunto de células especiais que percebem a movimentação da água).
  • Sistema digestório:  completo com boca e cloaca e glândulas anexas.
  • Apresentam bexiga natatória, órgão hidrostático que permite a flutuação do peixe em diferentes níveis na água.
  • Reprodução:  varia de acordo com a espécie, podendo ser interna ou externa, formando larvas denominadas alevinos ou ainda ter desenvolvimento direto.


Classificação dos Peixes
Os peixes são classificados em:
  • Condrictes:  são peixes cujo esqueleto é de cartilagem, não apresentam opérculo, boca ventral, escamas placóides, fecundação interna.            Ex: tubarão, cação, etc.
  • Osteíctes:  peixes que apresentam esqueleto ósseo, brânquias protegidas por opérculo, boca frontal, escamas ctnóides e ciclóides, fecundação externa e formação de larvas alevinos.  Ex: garoupa, dourado, peixe-palhaço, etc.






ANFÍBIOS

Características Gerais
  • São animais de transição entre o meio terrestre e aquático.
  • São ectotérmicos, ou seja, a temperatura do corpo depende da temperatura externa.
  • A pele é cheia de glândulas e ricamente vascularizada, o que a mantém úmida.
  • Apresentam algumas adaptações à vida terrestre, como olhos com pálpebras e glândulas lacrimais, além de pele úmida, no entanto ainda dependem da água para seu desenvolvimento e reprodução.
  • Possuem glândulas de veneno, mas não são peçonhentos.
  • Sofrem metamorfose.
  • Sistema nervoso: completo.
  • Sistema sensorial: olhos desenvolvidos (com pálpebras), narinas, língua pegajosa presa no “assoalho” da boca, membranas interdigitais e discos adesivos na ponta dos dedos.
  • Sistema digestório:  completo com boca e cloaca e glândulas anexas.
  • Sistema respiratório:  varia de acordo com cada etapa de vida.  Quando são girinos a respiração é branquial e quando adultos é cutânea e pulmonar.
  • Sistema circulatório:  fechado e o coração tem três cavidades, dois átrios e um ventrículo, portanto ocorre mistura de sangue venoso e arterial.
  • Reprodução:  ocorre dimorfismo sexual, fecundação externa, formação de ovos sem casca e metamorfose.

Classificação dos Anfíbios
Os anfíbios são classificados em:
  • Anuros:  com quatro patas, sem cauda . Ex: sapos, rãs e pererecas.
  • Urodelos:  com quatro patas e cauda.  Ex: salamandra.
  • Ápodes:  corpo alongado, aparentemente segmentado e não possuem patas.











RÉPTEIS

Características Gerais
  • São animais completamente adaptados ao meio terrestre.
  • São ectotérmicos, ou seja, a temperatura do corpo depende da temperatura externa.
  • A pele é recoberta por escamas, placas e carapaças, cuja função é evitar o ressecamento da pele.  Não apresentam glândulas.
  • Tem o hábito de rastejar, daí o nome do grupo.
  • Podem possuir glândulas de veneno, e podem ser peçonhentos.
  • Apresentam hábitos alimentares variados.
  • Sistema nervoso:  completo.
  • Sistema sensorial:  olhos desenvolvidos (com pálpebras), narinas, fosseta loreal, membrana timpânica (mas não orelha externa).
  • Sistema digestório:  completo com boca e cloaca e glândulas anexas.
  • Sistema respiratório:  pulmonar com alvéolos.
  • Sistema circulatório:  fechado e o coração tem três cavidades, dois átrios e um ventrículo quase completamente separado.
  • Reprodução:  ocorre dimorfismo sexual, fecundação interna, formação de ovos com casca e muita reserva nutritiva e sem metamorfose.  Algumas espécies são vivíparas.

Classificação dos Répteis
Os répteis são classificados em:
  • Quelônios:  apresentam carapaça  e plastão ventral, bico córneo.        Ex: jabuti, cágado e tartaruga.
  • Crocodilianos:  tem dentes afiados, predadores, tem placas córneas.    Ex: jacarés e crocodilos.
  • Rincocéfalos:  tem placas pontiagudas e existe uma única espécie.       Ex: tuatara.
  • Escamados:  apresentam o corpo coberto por escamas e dividem-se em ofídios (cobras) e lacertílios (lagartos).

Diferenças entre cobras peçonhentas e não peçonhentas:


Cobras peçonhentas
Cobras não-peçonhentas
Cabeça triangular, achatada e bem destacada
Cabeça estreita, longa e pouco destacada
Olhos com pupila vertical
Olhos com pupila arredondada
Apresentam fosseta loreal
Não apresentam fosseta loreal
Escamas alongadas. Imbricadas e carenadas
Lisas, aspecto liso e sem carena.
Cauda que se afila bruscamente
Cauda que se afila suavemente
Atacam quando perseguidas
Fogem quando perseguidas
Hábitos noturnos
Hábitos diurnos
Movimentos rápidos
Movimentos lentos
São ovovivíparas
São ovíparas






AVES

Características Gerais
  • São animais adaptados ao hábito do vôo.
  • São endotérmicos, ou seja, a temperatura do corpo é constante, em torno de 42ºC.
  • A pele é recoberta por penas, que mantém a temperatura e facilitam o hábito de voar.
  • Seus membros anteriores são transformados em asas.
  • Possuem apenas uma glândula - uropigeana.
  • Apresentam ossos pneumáticos (ou ocos) e pulmões com sacos aéreos, que diminuem o peso do corpo.
  • Não possuem bexiga urinária.  Sua urina é concentrada em rica em ácido úrico.
  • O osso esterno em forma de quilha.
  • Sistema digestório:  completo com boca e cloaca e glândulas anexas.  A boca não tem dentes.
  • Para substituir os dentes existe a moela, órgão que faz trituração.  Eles engolem pedrinhas que ficam no papo e ajudam a amassar o alimento.
  • Sistema circulatório:  fechado e o coração tem quatro cavidades, dois átrios e dois ventrículos.
  • Reprodução:  com dimorfismo sexual, fecundação externa, ovos com casca e substâncias nutritivas e poros microscópicos, que permitem a passagem do ar.
  • Os bicos e garras são adaptados ao tipo de alimentação da ave.







MAMÍFEROS

Características Gerais
  • São animais cujas fêmeas apresentam glândulas mamárias, que alimentam os filhotes.
  • São endotérmicos.
  • A pele é recoberta por pelos, que podem ser distribuídos de maneira diversa pelo corpo dos animais.
  • Seus membros são adaptados ao modo de vida, podendo ser transformados em asas, nadadeiras, patas ou braços.
  • Além das glândulas mamárias, também possuem diversas outras glândulas no corpo.
  • São seres que cuidam da prole.
  • Fecundação interna e são seres vivíparos.
  • O desenvolvimento ocorre dentro do útero materno.  A placenta é a estrutura responsável pela nutrição do embrião.  A ligação é feita pelo cordão umbilical. 
  • Sistema nervoso:  completo e bem desenvolvido.
  • Alguns são ovíparos, marsupiais e a maioria placentários.
  • Podem habitar o ambiente aquático, terrestre ou aéreo.
  • Sistema circulatório:  fechado, e o coração tem quatro cavidades, dois átrios e dois ventrículos.
  • Sistema sensorial:  geralmente bem desenvolvido.
  • Respiração por pulmões.

Nilton Zanesco
Graduado em Ciências Biológicas

sábado, 9 de abril de 2016

Início da agricultura e a domesticação das plantas

Início da agricultura e a domesticação das plantas
 As atividades agrícolas começaram entre os períodos neolítico e paleolítico, mais ou menos entre 12.000 e 10.000 anos a.C. Até hoje não existe uma precisão correta de quando a agricultura surgiu, pois foi antes do surgimento da escrita , por isso não existe relatos escritos sobre isso, mas sabe-se que a agricultura surgiu de forma independente em varias partes do mundo, mais precisamente em áreas de várzeas e vales como o dos rios Nilo no Egito, Tigre e Eufrates na Mesopotâmia, atual Iraque e que eram habitados por civilizações antigas. E foi devido às mudanças climáticas que ocorreram naquele período que influenciaram a fauna e a flora, com isso novas espécies de plantas apareceram por causa do glaciar.

Nessas civilizações se destacavam os caçadores-coletores que em suas buscas por alimentos observaram que sementes que caiam no solo germinavam e davam origem a novas plantas, descobriram então que através deste fenômeno natural muito simples, se fossem lançadas sementes ao solo elas germinariam e davam origem a plantas idênticas à planta mãe. E assim fizeram, passaram a semear as sementes próximo dos locais onde habitavam, nasceu então a agricultura.

Esse tipo de agricultura era praticado próximo de áreas de várzeas de grandes rios, pois no período de vazante as terras eram fertilizadas. O cultivo era feito logo após o recuo das águas dos rios que transbordavam e enriqueciam os solos pelo acúmulo de sedimentos, tornando assim o leito dos rios muito férteis e úmidos, propício para o cultivo.
A partir daí a população humana foi deixando de ser nômade e as perigosas buscas por alimentos e foram deixadas de lado cada vez mais. Com o passa dos tempos, os alimentos foram sendo selecionados entre as espécies selvagens e aquelas que mais interessavam os agricultores, esses alimentos possuíam características cada vez mais apreciadas como tamanho, produtividade, sabor, etc.

Assim surgiram então as primeiras plantas domesticadas, dentre as quais se destacam alguns grãos como o trigo, a cevada, o milho e o arroz.
Nos dias atuais a agricultura é a atividade mais importante da sociedade humana no planeta, pois está presente em todos os setores da economia, desde a alimentação no nosso dia-a-dia até na produção de vestimentas e energia, gerando renda e empregos para milhões de pessoas e movimentando a economia de muitos países mundo afora.



Nilton Zanesco
Graduado em Ciências Biológicas


Palavras chave: Civilizações, Várzea, Sementes, Cultivo


Bibliografia:
Plantas e Animais Domesticados: as Primeiras Sociedades Produtoras do Neolítico.<Disponível em http://www.infopedia.pt/$plantas-e-animais-domesticados-as-primeiras?uri=portugues-ingles/Moer>Acesso em 31 de Marc. 2016.
O Neolítico.<Disponível em: http://historiaemtempoac.blogspot.com.br/2010/11/o-neolitico.html> Acesso em 01 de Abril de 2016.
Os Vales Férteis.< Disponível em: http://historiaemtempoac.blogspot.com.br/2010/11/os-vales-ferteis.html> Acesso em 01 de Abril de 2016.
SILVA, Soraya Grams. Agricultura.<Disponível em http://monografias.brasilescola.uol.com.br/agricultura-pecuaria/agricultura.htm> Acesso em 02 de Abril de 2016.
WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre, Agricultura.< Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Agricultura >Acesso em 02de Abril de 2016.
Agropecuária no Brasil e no mundo: Origem da agricultura e sistemas agrícolas.<Disponível em: http://vozesdoverbo.blogspot.com.br/2013/05/agropecuaria-no-brasil-e-no-mundo.html> Acesso em 06 de Abril de 2016.

domingo, 3 de abril de 2016

O surgimento e evolução das plantas

O surgimento e evolução das plantas

Foi nas águas dos oceanos que surgiram as primeiras formas de vida existentes no planeta Terra. Assim como as espécies animais se adaptaram a viver em outros meios, com as plantas não foi diferente.
As algas foram às primeiras formas de vida vegetal que surgiram. Até hoje não se sabe ao certo qual tipo de vegetal que foi o primeiro a dar as caras, mas provavelmente foi uma espécie de alga verde, a chlorophyta, que possuía as características favoráveis para se desenvolver em áreas alagadas e pantanosas, com períodos de inundações e secas relativas e foi isso que permitiu a essas algas a evoluírem e criarem estruturas adaptativas que foram particulares desses eventos.
Seguindo a linha evolutiva dos vegetais, após as algas, surgiram às Briófitas, que não possuem os vasos condutores de seiva e seus gametas (células reprodutivas) são levados facilmente pela água da chuva ou pelas gotas de orvalho de uma planta para outra.
As primeiras a apresentarem vasos condutores foram as Pteridófitas, grupo de plantas que compreendem a samambaias e isso facilitou muito o transporte de água e minerais retirados do solo e dentre outras adaptações importantes foi também a cutícula impermeável que consiste em uma camada de cera impermeabilizante produzida com a finalidade e função de evitar a perda de água pela planta e proteger a mesma contra traumas e infecções.
Esses três grupos de vegetais, a Alga verde ancestral, as Briófitas e as Pteridófitas, surgiram através de mudanças ocorridas por longos períodos de seca que ocorreram no tempo geológico denominado Siluriano, período da era paleozóica, compreendido aproximadamente entre 444 e 416 milhões de anos atrás.
No período Devoniano, compreendido entre 416 e 359 milhões de anos atrás, iniciou-se a formação dos primeiros bosques, esses eram formados por ancestrais de musgos e samambaias, plantas que produzem esporos para se reproduzirem.
Existiam também nesses bosques samambaias altas parecidas com árvores e algumas espécies podiam até passar de 20 metros de altura e algumas dessas já apresentavam madeira em seu caule.
As Gimnospermas, representadas pelas coníferas (pinheiros) que surgiram na era Mesozóica, compreendida entre 250 a 65 milhões de anos atrás. São plantas vasculares que possuem sementes e que não são protegidas por frutos, apresentam também raíz, caule, folhas, estróbilos, flores, sementes e vasos condutores.
 As Gimnospermas podem ser monóicas, são plantas que são femininas e masculinas ao mesmo tempo e plantas dióicas, que têm sexos separados. Reproduzem-se por dois tipos de esporos, o masculino e o feminino.
São plantas de desenvolvimento mais rápido que as coníferas (que são de desenvolvimento lento), as Angiospermas surgiram no Cretáceo, tempo geológico compreendido entre 145 e 66 milhões de anos atrás, e que dominaram até hoje o planeta Terra.
As Angiospermas são plantas que produzem frutos e que possuem sementes em seu interior, o que facilita a sua dispersão. Produzem flores e sua reprodução é através da polinização por insetos, aves e até morcegos, possui grande adaptação a vários climas, essas são as características que garantem predomínio sobre as coníferas.

Nilton Zanesco
Graduado em Ciências Biológicas

Palavras chave: Zanesco, Plantas, Geológico, Vegetais, Alga


Bibliografia:
OLIVEIRA de ANDRADE Karine, Origem e Evolução das Plantas. Disponível em:< http://www.coladaweb.com/biologia/botanica/origem-e-evolucao-das-plantas >Acesso em 21 mar. 2016.
WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre, Cretáceo. Disponível em:< https://pt.wikipedia.org/wiki/Cret%C3%A1ceo> Acesso em 21 mar. 2016.
WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre, Siluriano. Disponível em:< https://pt.wikipedia.org/wiki/Siluriano> Acesso em 22 mar. 2016.
WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre, Cutícula Vegetal. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Cut%C3%ADcula_vegetal> Acesso em 22 mar. 2016.
WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre, Devoniano. Disponível em:< https://pt.wikipedia.org/wiki/Devoniano> Acesso em 26 mar. 2016.
WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre, Gimnospérmica. Disponível em:< https://pt.wikipedia.org/wiki/Gimnosp%C3%A9rmica> Acesso em 26 mar. 2016.
Linhares, S.; Gewandsznajder, F. Biologia Hoje. Volume 3. Ed. Ática. Evolução das plantas | Mundo Biologia. Disponivel em:< http://www.mundobiologia.com/2013/09/evolucao-das-plantas.html#ixzz44krt52FB> Acesso em 28 mar. 2016
ROSSETTI Scritto, Evolução das plantas: Ganhando a Terra, mas não em totalidade. (Parte II).Disponível em:< https://netnature.wordpress.com/2011/02/10/evolucao-das-plantas-ganhando-a-terra-mas-nao-em-totalidade-com-resenha/> Acesso em 31 de Marc. 2016