sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Caatinga e Pantanal

Caatinga e Pantanal

Caatinga

O termo Caatinga é originário do tupi-guarani e significa mata branca. Esta área ocupa 11% do território brasileiro e representa 6,93% do território na­cional. Considerado o principal ecossistema existente na Região Nordeste, predomina no Sertão e engloba mais de 70% dessa região estendendo-se pelos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais.
O clima da caatinga é semi-árido. A ocorrência de poucas chuvas é res­ponsável por período de secas, que trazem conseqüências para alguns rios que se tornam intermitentes – temporários -, como também para o tipo de vegetação - sem folhas. É uma área com o menor índice pluviométrico. Nos curtos períodos das chuvas as folhagens das plantas voltam a brotar. Entretanto a Caatinga apresenta uma grande variedade de paisagens, com uma riqueza endêmica e biológica.
Devido ao seu clima tropical e semi-árido, a Caatinga sofre pela ausência de água e sua vegetação possui características xerofíticas. Existe também uma grande quantidade de plantas espinhosas, entremeadas de outras es­pécies como as bromeliáceas e as cactáceas.
O tipo de vegetação da Caatinga enquadra-se nas formações arbustivas; ou seja, pequenas árvores e arbustos de pequeno e médio porte de forma espaçada com a presença de cactáceas.
A vegetação desse ecossistema adaptou-se à escassez de água, por isso perdem as folhas e como conseqüência há uma diminuição da evapora­ção. Outra característica adaptativa dessa vegetação são suas raízes ra­mificadas e profundas que buscam a água no período das chuvas. Já os solos são áridos, e pedregosos.

Principais impactos ambientais
Os principais impactos ambientais sofridos pela Caatinga são decorrentes da extração de madeira, da monocultura da cana-de-açúcar e da pecuária. Historicamente a origem desses impactos está nas atividades promovidas pelos grandes proprietários de terra que promoveram a exploração econô­mica do Sertão nordestino.
Esses grandes latifundiários são responsabilizados pela degradação dessa área, pois suas atividades contribuem para o desmatamento da vegetação original; serve-se do monopólio do uso dos açudes para conseguirem ir­rigar suas terras, especialmente com as águas do Rio São Francisco, não obedecendo às regras de proteção ao meio ambiente. Os impactos devas­tadores dessas intervenções é o surgimento da salinização do solo e do assoreamento dos reservatórios, provocando dessa forma um acelerado processo de desertificação dessa região.
Para o ecossistema, o desmatamento e as queimadas - práticas ainda comuns no preparo da terra para a agropecuária -, além de destruir a co­bertura vegetal, prejudicam a existência de populações da fauna silvestre, da qualidade da água, do equilíbrio climático e a ‘saúde’ do solo.

Pantanal
Esse ecossistema está localizado na região Centro-Oeste, ocupando áreas do estado do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul.
A região do Pantanal apresenta uma diversidade de ecossistemas aquáti­cos e semi-aquáticos. Ali se encontra uma reunião total das espécies de quase todos os ecossistemas do território brasileiro (cerrados, florestas, caatinga).
No Pantanal, seus ecossistemas estão cobertos predominantemente por vegetações abertas, ou seja, os chamados campos limpos e campos su­jos, os cerrados e os cerradões. Esses tipos são principalmente determi­nados por fatores do solo e do clima.
A área inundável do Pantanal representa uma das regiões úmidas mais importantes do continente sul americano. Há planícies de baixa, de média de e alta inundação e são nesses ambientes, que ocorrem inundações periodicamente, onde há uma alta produtividade biológica, uma grande densidade e uma fauna com grande diversidade.
O Fundo Mundial para a Natureza ou WWF (ONG ambientalista, com sede na Suíça) chama a atenção para a situação, onde 80% da vegetação ori­ginal, já não existe e a depredação desse ecossistema compromete uma das reservas mais importantes de água doce do planeta e o equilíbrio cli­mático, além do que essa área é responsável pela estabilização do clima no continente.

Principais impactos ambientais
Historicamente as atividades econômicas no Pantanal somente foram pos­síveis devido à conquista e o aniquilamento dos índios guatós e guaicurus promovidas por sertanistas. Foi desse modo que se implantou a pecuária na planície inundável. Essa atividade se transformou em uma economia permanente e estável, passando a representar um papel importante no abastecimento de carne bovina tanto para outros estados brasileiros como para outros países.
Podemos listar como atividades impactantes sobre o ecossistema do Pan­tanal: a agropecuária predatória; o garimpo de ouro e diamantes; a caça e a pesca predatória; a construção de rodovias e hidroelétricas sem qualquer responsabilidade e consciência ecológica e o turismo irresponsável.
Dentre as conseqüências da agropecuária predatória, podemos citar o des­matamento de extensas áreas do planalto e as queimadas. Essas ações são realizadas para a implantação das lavouras de soja, de arroz, e das pastagens. As formas de manejo das lavouras, por exemplo, resultaram, dentre outros fatores, na erosão de solos e no aumento importante da carga de partículas sedimentáveis dos vários rios existentes nessa região, agravando também o problema da contaminação desses rios com fertilizantes e biocidas.
O garimpo, por sua vez, foi o responsável pelo assoreamento e contami­nação dos rios e córregos, com mercúrio, comprometendo com isso a produtividade biológica.
Quanto ao processo de crescimento populacional, enquanto as cidades panta­neiras não apresentaram um significativo número de crescimento, as cidades do planalto, apresentaram um acelerado padrão do crescimento urbano. Esse crescimento populacional é apontado como uma das causas dos impactos ambientais devido à falta de um planejamento para uma infra-estrutura ade­quada. Assim, com o crescimento acelerado de algumas cidades, surgem problemas causados por esgotos domésticos ou pelas indústrias que poluem os cursos d’água da bacia hidrográfica. A urbanização e a industrialização cau­saram grandes impactos ambientais no Pantanal, podemos citar, por exemplo, a construção de hidrovias (Paraguai-Paraná), aeroportos, e rodovias.
O turismo também é uma atividade econômica apontado como um dos mais importantes fatores dos danos e impactos ambientais, como por exemplo, a necessidade de construção de estradas. No pantanal o eco­turismo mal planejado, - aquele que apenas busca lucros, sem respon­sabilidade social ou consciência ecológica -, participa como um fator de impacto ambiental de extrema importante.

Exercícios

Assinale as alternativas corretas:
1) A vegetação da Caatinga (sem folhas) é uma adaptação devido:
a) A riqueza biológica
b) Aos solos áridos
c) Proteção contra a escassez de água.
d) Aos rios intermitentes
2) São apontados como um dos grandes responsáveis pela depreda­ção do ecossistema da Caatinga:
a) O assoreamento dos rios
b) A monocultura da cana-de-açúcar.
c) As águas do rio São Francisco
d) Os proprietários de grandes áreas de terra - os latifundiários.
3) Os ecossistemas encontrados na região do Pantanal são:
a) Cerrados e cerradões.
b) Ecossistemas terrestres, aquáticos e semi-aquáticos.
c) Campos limpos e campos sujos.
d) Planícies de baixa, média e alta inundação.
4) O turismo e o ecoturismo são apontados como uma das atividades que contribui para os impactos diretos sobre o Pantanal. Isto se deve ao fato de:
a) Não haver um planejamento responsável.
b) Da existência das comunidades indígenas.
c) Haver uma produtividade biológica.

d) Ter havido um crescimento populacional.

Ecossistemas Costeiros ou Litorâneos

 Ecossistemas Costeiros ou Litorâneos

 Costeiros ou litorâneos
A costa litorânea do território brasileiro possui aproximadamente 8 mil quilômetros. Os ecossistemas que aparecem nessa área possuem duas formações vegetais: os manguezais e a vegetação das dunas e praias. Nas zonas de transição entre o rio e o mar encontram-se os estuários, área importante para a reprodução das espécies de peixes, crustáceos, dentre outros.

Manguezais
Esse ecossistema apresenta características interessantes, por exemplo, não apresentam uma vegetação variada, mas nele encontra-se uma gran­de quantidade de matéria orgânica, o que favorece a presença de peixes, crustáceos e aves.
Devido a sua localização – ponto de encontro entre águas de rios e do mar, o solo é salino e possui vegetais higrófilos e halófilos.
A vegetação típica do mangue é denominada pneumatóforo e apresentam raízes aéreas, pois dessa forma absorvem o ar atmosférico.
Os mangues são classificados a partir das características das espécies vegetais predominantes nele, que são: o mangue-vermelho (Rizophora mangue); o mangue-preto (Aricenia schaueriana); e o mangue-branco (La­guncularia rarenosa).

Vegetação de dunas e praias: restinga
A vegetação encontrada nesse ecossistema é do tipo herbácea (capim-da praia, salsa da praia, e capim-da-areia), e arbustivas – árvores encontra­das espaçadas de baixo porte.
Os areais costeiros são ecossistemas de transição entre o ambiente ma­rinho e o terrestre, funcionam como uma barreira natural ou ecológica contra a influência do mar sobre os ecossistemas do interior do continen­te. São importantes para a preservação da salinidade e da qualidade das águas, fundamentais para a vida e conseqüentemente o equilíbrio desses ecossistemas.
Os costões rochosos são outras ocorrências características dos ecossis­temas costeiros brasileiro. Eles são afloramentos de rochas localizados na linha do mar, estando sujeitos à ação das marés, das correntes marinhas e dos ventos e por esse motivo apresentam diferentes configurações.
Esses costões rochosos são considerados uma extensão do ambiente ma­rinho, pois a maioria dos organismos que ali habitam, estão mais relacio­nados ao ambiente marítimo do que o ambiente terrestre.
Nos ecossistemas costões rochosos, encontra-se uma complexa e rica comunidade biológica. Seu substrato rígido permite a fixação de larvas de diferentes espécies de invertebrados.

Principais impactos ambientais
Os ecossistemas costeiros estão altamente devastados, principalmente pelas intervenções das atividades humanas.
Para se ter uma idéia do tamanho do impacto causado pelas ações hu­manas, imagine que metade da população brasileira – aproximadamente 70 milhões de pessoas - está fixada em uma faixa aproximada a duzentos quilômetros do mar, em locais em que muitas vezes, não existe uma infra-estrutura urbana adequada. Devido a essa situação há uma carência de serviços urbanos básicos – esgoto, saneamento, etc., responsáveis pela contaminação desse ecossistema brasileiro.
Além das questões da infra-estrutura urbana há também fatores gerados pelas grandes cidades litorâneas, que possuem complexos industriais que atuam nas áreas petroquímicas, químicas e de celulose, que sem dúvida são responsáveis pelo grande impacto causado no meio ambiente que cerca essas regiões.
Como podemos observar a zona costeira apresenta situações que neces­sitam de medidas urgentes de ações preventivas e corretivas, que exigem um planejamento, gestão responsável e consciência ecológica na explo­ração do seu potencial econômico, pois somente desse modo é possível atingir os padrões de sustentabilidade para estes ecossistemas.

Exercícios

Assinale as alternativas corretas
1) Os vegetais halófilos e higrófilos são encontrados:
a) Nos rios
b) Nos manguezais
c) Nas dunas
d) Nas praias
2) Um solo halófilo é:
a) Um solo salgado
b) Um solo doce
c) Um solo arenoso
d) Um solo pedegroso
3) Os padrões de sustentabilidade para a zona costeira exige:
a) Padronização
b) Planejamento e gestão responsáveis e com consciência ecológica
c) Devastação

d) Sustentação

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Video - Ecossistema - Manguezal


Ecossistemas brasileiros: Amazônia e Mata Atlântica

Ecossistemas brasileiros: Amazônia e Mata Atlântica
Os principais ecossistemas brasileiros são: Amazônia, Mata Atlântica, Ca­atinga, Pantanal, Cerrado, Costeiros ou Litorâneos e os Campos Sulinos.
Amazônia
A Amazônia é considerada a maior floresta tropical do mundo. A sua área é igual à soma de 35% das áreas florestais de todo o planeta. Sua área abrange nove países da América do Sul que são: o Brasil, o Suriname, a Guiana Francesa, a Venezuela, Colômbia, a Bolívia, o Equador e o Peru.
A área de ocorrência desse ecossistema se encontra entre os trópicos de câncer e o trópico de capricórnio, que é atravessado pelo do equador. Nas áreas próximas do trópico do equador, as florestas são mais densas (fe­chadas), já as áreas mais afastadas recebem menor quantidade de calor e chuva e por isso sua vegetação não é tão exuberante.
Como ecossistema, a Amazônia possui o maior banco genético em bio­diversidade do planeta. Quanto aos recursos hídricos nela estão contidos 1/5 da disponibilidade mundial de água doce, além de possuir recursos minerais ainda não contabilizados em sua totalidade.
Os estados brasileiros onde se encontram os ecossistemas amazônicos são os estados da região norte – Amazonas, Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e pequena parte dos estados da região centro-oeste: do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
Na floresta há uma grande variedade de ecossistemas, dentre os quais se destacam: matas de terra firme, florestas inundadas, várzeas, igapós, campos abertos e cerrados. Porém a maior parte da Amazônia possui uma formação vegetal latifoliada, ou seja, folhas largas e possui as seguintes características.
- Perene: permanentemente verde nunca perde as folhas.
- Heterogênea: constituída de várias espécies.
- Densa: fechada.
- Higrófila: várias espécies vivem em ambientes úmidos.
Como é um ecossistema que mantêm seu ciclo permanentemente equili­brado a partir de seus próprios nutrientes, a Amazônia é considerada um ecossistema auto-sustentável.
Principais impactos ambientais
São apontados como principais impactos ambientais, as atividades pro­vocadas pela ação humana na Amazônia, como as queimadas que são realizadas para a criação de pastos, os desmatamentos ilegais muitas ve­zes promovidos por madeireiros; a mineração irregular e o crescimento demográfico.
O desmatamento é considerado o principal responsável pelo avanço e pela destruição desse ecossistema. Ele é promovido pela retirada de madei­ras ou por queimadas. Essas áreas são cobiçadas principalmente para os grandes projetos agropecuários e mineradores. Os estados do Amazonas, do Pará e Roraima, por exemplo, deparam-se com os efeitos maléficos provocados pelo garimpo de ouro, pela forma de retirada da exploração dos recursos minerais, comprometendo o solo, poluindo os recursos hídri­cos e assoreando os rios.
Quanto ao impacto produzido pelo aumento da população ou crescimento demográfico, a principal causa apontada é a migração interna. Isto porque esse tipo de impacto implica na necessidade de produzir uma quantidade maior de alimentos, o que induz ao aumento da área agrícola e a consequência disso, ocasionando o desaparecimento da vegetação típica da região.
Mata Atlântica
Esse ecossistema originalmente estendia-se da faixa litorânea do Rio Grande Norte ao Rio Grande do Sul. A Mata Atlântica é apontada pelos estudiosos como o ecossistema que sofreu maior devastação com a in­dustrialização e urbanização no Brasil. Estudos recentes demonstraram que mais de 90% desta área foi totalmente devastada restando menos de 10% da área original, por isso ela está na lista dos cinco ecossistemas do planeta apontados como ameaçados de extinção.
Existem na Mata Atlântica, diversos ecossistemas com estruturas e com­posições florísticas diferenciadas. Isto ocorre em função não só da exis­tência de solos diferentes, como também pela influência das característi­cas climáticas e dos tipos de relevos.
A Mata Atlântica apresenta semelhanças com os ecossistemas amazô­nicos, quanto a sua formação vegetal latifoliada e suas as características em ser perene, heterogênea, densa, higrófila.
Principais impactos ambientais
Os principais impactos ambientais históricos desse ecossistema são: a ocupação da faixa litorânea do território brasileiro para a agricultura e a criação de cidades.
Esses dois fatores contribuíram para a destruição da mata original e os impactos ambientais decorrentes dessa situação são atualmente muito visíveis como a erosão e a contaminação dos solos, a poluição das águas fluviais, o assoreamento do leito dos rios, a poluição do ar. O processo de industrialização e o crescimento urbano desordenado, tanto no Nordeste como no Sudeste, agravaram a degradação do ecossistema.
Exercícios
Assinale as alternativas corretas:
1) Uma das características da formação vegetal latifoliada da Amazônia é ser:
a) Higrófila: constituída de várias espécies.
b) Perene: constituída de várias espécies.
c) Higrófila: várias espécies vivem em ambientes úmidos
d) Densa: não perde as folhas verdes
2) Um sistema que se mantém com seus próprios nutrientes num ciclo permanente é:
a) Impacto ambiental irreversível
b) Um ciclo permanente.
c) Um ecossistema auto-sustentável
d) Uma floresta.
3) São características dos ecossistemas amazônicos e Mata Atlântica:
a) A cobertura florestal;
b) Ser perene, heterogênea, densa e higrófila;
c) Apresentar erosão e contaminação;
d) O crescimento urbano e a poluição das águas fluviais.
4) Uma avaliação ecológica do ecossistema Mata Atlântica pode constatar que o processo de industrialização contribuiu dentre outras coisas:
a) Para o crescimento urbano e qualidade de vida.
b) A utilização racional dos recursos hídricos.
c) Para o consumo ambientalmente responsável.
d) Agravar a degradação do ecossistema.

Riquezas naturais

Riquezas naturais
O modelo econômico capitalista é responsável pela cultura do acúmulo de riqueza, da exploração indiscriminada dos recursos naturais, do consumo exagerado e desnecessário. As conseqüências de tal forma de pensar e agir são eventos graves de impactos ambientais e a degradação dos re­cursos naturais.
Recursos naturais
Por recurso natural entende-se qualquer elemento do qual os organismos, as populações e os ecossistemas necessitam para sua manutenção.
Os estudos ecológicos apontam para uma relação entre os recursos naturais, a tecnologia e a economia. Os processos tecnológicos são necessários para a exploração e uso desses recursos. Para a economia, algo é considerado re­curso natural na medida em que sua exploração é economicamente viável.
Os recursos naturais estão classificados em dois grandes grupos: os recur­sos renováveis e os não-renováveis. No primeiro grupo estão aqueles que, depois de serem usados, ficam disponíveis novamente devido aos ciclos de renovações; exemplos desses recursos são: a água, a biomassa, o ar e a energia eólica. No segundo grupo estão aqueles que, quando usados não podem ser reaproveitados. Nesse grupo é possível identificar duas classes de recursos: os minerais não-energéticos: fósforo, cálcio, entre outros, e os minerais energéticos: combustíveis fósseis e urânio.
Porém há situações nas quais o recurso renovável passa a ser não-renová­vel, isto ocorre quando a taxa de utilização supera a máxima capacidade de sustentação de um sistema, surgindo desse modo a degradação ambiental.
Seguindo esse raciocínio é possível entender porque o modelo de desen­volvimento econômico no qual o consumo e o lucro a qualquer custo são extremamente incentivados é responsabilizado pelo atual processo de de­gradação ambiental e social.
O ciclo de degradação que se instala desse modelo envolve, por exem­plo, a questão do lucro a qualquer custo, que para alcançá-lo incentiva o consumo desenfreado; que por sua vez exige uma produção crescente e para isso o consumo é estimulado por todos os meios, especialmente pela mídia, quando especialistas, criam e difundem idéias e valores de necessi­dades supérfluas e desnecessárias, incitando as pessoas a desejarem algo que às vezes não é essencial para a sua vida.
Esse modelo de produção e o consumo geram uma grande pressão sobre os recursos naturais, por exemplo, no consumo da água, de energia elétri­ca, dos combustíveis fósseis, de madeiras, etc., causando mais degrada­ção ambiental.
Atualmente não há como negar que essa degradação tem reflexos na per­da da qualidade de vida de todas as classes sociais, demonstrada nas con­dições inadequadas de moradia, na poluição do ar e da água, na destruição de habitats naturais, nas mudanças climáticas, na produção de grandes quantidades de lixo etc.
Essas intervenções desastrosas nos processos naturais que sustentam a vida no planeta, promovem graves e profundas crises sócio-ambientais, econômicas e políticas, em todo o planeta.

Exercícios
Assinale as alternativas corretas
1) Para que algo seja considerado uma riqueza natural, é necessário que:
a) Seja responsavelmente consumido
b) A sua exploração seja economicamente viável
c) Promova a destruição de habitats naturais.
d) Cause degradação ambiental
2) Os recursos renováveis são aqueles que ficam disponíveis devido aos ciclos renováveis. São exemplos de recursos não-renováveis.
a) Água, biomassa, o ar, a energia eólica.
b) Tecnologia e economia
c) Combustíveis fósseis e urânio
d) O ciclo permanente e o meio ambiente
3) Os recursos não-renováveis são aqueles que, quando utilizados não podem ser reaproveitados. São exemplos de recursos renováveis.
a) Combustíveis fósseis
b) A economia e o meio ambiente
c) O consumo e a produção
d) Água, biomassa, o ar, a energia eólica.
4) A crescente produção e o aumento do consumo contribuem para:
a) Melhor qualidade de vida
b) A sustentabilidade da economia brasileira
c) Causa mais degradação ambiental
d) Contribui para a erosão

Ecossistemas

Ecossistemas
O que a ecologia estuda?
A preocupação da ecologia está em compreender as relações dos organis­mos ou grupos de organismos, inclusive os humanos, com o seu ambien­te. Como uma ciência estuda as inter-relações, entre os seres vivos e o meio ambiente; ou seja, estuda a estrutura e o funcionamento da natureza, considerando a humanidade parte dela.
A interação
Este fenômeno dá-se por meio de um processo natural que ocorre no am­biente físico envolvendo energia e matéria. Nesse processo existe uma espécie de estrutura formada por ‘níveis’, onde em cada nível existem sis­temas funcionais característicos, peculiares, que podem interagir ou inter­depender, formando desse modo, um todo unificado. Seria como uma rede dinâmica de eventos. É esse todo unificado o que denominamos como ecossistema.
Ecossistema
O termo ecossistema é empregado para definir a existência das inter-relações existentes entre o meio biótico e o abiótico. Para a ecologia o ecossistema é uma unidade funcional básica (um todo), nos quais os ele­mentos bióticos, e abióticos interagem entre si, de maneira equilibrada e harmônica.
A existência de um ecossistema depende de luz solar, água e ar, que são exemplos de fatores abióticos. Já os elementos bióticos são os organismos produtores, consumidores e decompositores. As comunidades bióticas e abi­óticas são complementares para a existência do equilíbrio da vida na terra.
O equilíbrio do ecossistema
Nesta rede dinâmica de inter-relações há uma tendência para o estado de equilíbrio denominado ativos demonstram a capacidade de adaptar-se buscando manter seu organismo em equilíbrio em relação às variações ambientais. Ativam processos de autocontrole e de auto-regulação, que entram em ação quando há qualquer mudança, que ameace o comporta­mento do ecossistema. Para garantir o equilíbrio, o sistema de realimenta­ção, aciona os processos homeostáticos.
Os componentes do ecossistema:
a) Substâncias inorgânicas (C, N, CO2, H2O, etc) estão envolvidas nos ciclos de materiais;
b) Compostos orgânicos (proteínas, hidratos de carbono, lipídios, etc) são eles que ligam o biótico e o abiótico;
c) Regime climático (temperatura e outros a fatores físicos);
d) Produtores: são os organismos autotróficos, em grande parte plantas verdes, capazes de elaborar alimentos a partir de substâncias inorgânicas simples;
e) Macroconsumidores: são organismos heterotróficos, principalmente animais, que se alimentam de outros organismos ou matéria orgânica em partículas;
f) Microconsumidores: são os organismos decompositores, sobretudo bactérias e fungos. Absorvem alguns dos produtos da decomposição e liberam nutrientes inorgânicos. São utilizados pelos produtores e pelas substâncias orgânicas já que eles podem proporcionar fontes de energia para outros componentes bióticos do sistema.
O processo homeostático ocorre de maneira eficiente quando há modifi­cações naturais não muito profundas nem demoradas, já as modificações artificiais impostas pelas atividades humanas, por serem muitas vezes violentas e continuadas, não permitem que este processo absorva tais mudanças.

Exercícios
Assinale as alternativas corretas:
1) Quando falamos em interação entre comunidades bióticas e ele­mentos abióticos estamos nos referindo:
a) Ao conceito de ecossistema
b) Aos compostos orgânicos
c) Ao regime climático
d) Aos produtores
2) É um dos componentes dos ecossistemas:
a) Substâncias inorgânicas: proteínas, lipídios, etc.
b) Microconsumidores: organismos heterotróficos;
c) Regime climático: temperatura e outros fatores físicos.
d) Fatores bióticos e abióticos
3) O estado de equilíbrio do ecossistema chama-se:
a) Impacto ecológico
b) Homeostase
c) Componentes bióticos
d) Sistema de tratamento
4) O impacto ecológico do meio ocorre quando:
a) Há modificações naturais.
b) Quando há processos de autocontrole e auto-regulação.
c) Quando há modificações artificiais impostas pelas atividades humanas.
d) Quando há absorção e decomposição de nutrientes inorgânicos.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A consciência da preservação

A consciência da preservação
A consciência de que a preservação do meio ambiente é garantia que assegura a vida  para as futuras gerações vem tomando conta da coletividade progressivamente. Em muitas regiões do mundo, a ideia já é associada aos números de riqueza e crescimento financeiro, uma vez que países que mantém-se preocupados com suas “riquezas naturais”, que somadas caracterizam o que chamamos de biodiversidade, garantem maior segurança -  a longo prazo – na manutenção do clima, no desenvolvimento industrial, na produção de alimentos e medicamentos e matéria prima para as indústrias. Dentre os principais pontos de atenção na preservação do meio ambiente, a água é um dos destaques na luta pela preservação: cada vez mais escassa e poluída, a água doce disponível no mundo é essencial não só para sobrevivência do homem e dos animais, mas também para inúmeros processos industriais. O desmatamento também apresenta números bem preocupantes que ligam-se a exploração não planejada (principalmente em termos pecuaristas e industrias) e afetam a saúde da população, além de reduzir drasticamente o habitat de muitas espécies de arriscam-se à extinção.
Na verdade não é importante só preservar nossas matas e florestas, mas as do mundo inteiro. Acontece que o Brasil é alvo de mais atenção, porque a Amazônia é a maior floresta da Terra, e vem sofrendo perdas consideráveis, além de contar que já destruímos (nós, brasileiros), boa parte ou quase tudo da Mata Atlântica de  outras grandes áreas verdades.
A necessidade de verde no planeta acontece, como disse o colega ali em cima, para evitar ou amenizar o superaquecimento do planeta. O gás carbônico que produzimos com a respiração e, principalmente, com a queima de combustíveis fósseis, como o petróleo, é o principal responsável pelo superaquecimento, pois impede que a radiação solar que recebemos volte ao espaço.
O papel da flora da terra é, através do processo de fotossíntese, reter boa parte desse gás carbônico, liberando Oxigênio.
Daí você já pode entender várias coisas, como a razão de falarem tanto sobre diminuir a utilização do petróleo, trocando pelo biodiesel, do degelo das calotas polares por causa da elevação da temperatura do planeta, do aumento do nível do mar, por causa disso.
Algumas maneiras eficientes para preservar o meio ambiente são:
Realizar a correta separação do lixo orgânico, latas de alumínio, papéis e metais para tornar possível o processo de reciclagem.
Evitar o desperdício de água,  desligando a torneira em atividades diárias como escovar os dentes, lavar  pratos ou se barbear, bem como fechar a válvula do chuveiro enquanto se ensaboa. Ao limpar o carro ou a calçada em frente a sua casa, evite o uso da mangueira e procure utilizar um balde com água, esponja e sabão. Por fim procure reaproveitar a água que sobra da lavagem de roupas para regar  as plantas.
Em casa e no trabalho procure trocar as lâmpadas comuns pelas fluorescentes, que duram até 10 vezes mais gastam dois terços menos de energia. Ainda, as lâmpadas fluorescentes podem ser recicladas após o uso, e andar de bicicleta ou a pé diminui o nível de emissão de gases nocivos à atmosfera.