terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Planárias Terrestres

Planárias Terrestres
As planárias terrestres, ao contrário do que muitos pensam, elas não são moluscos e sim platelmintos. Por ser um platelminto terrestre, são comumente confundidas com lesmas, quando na verdade nem possuem parentesco.
Formam um grupo bastante diversificado com quase 1.000 espécies; ecologicamente são importantes vermes de vida livre (não-parasitas) e possuem um forte parentesco com as planárias de água doce.


Esses animais são encontrados com facilidade em regiões de solo úmido como a nossa Mata Atlântica, seu tamanho pode variar ente 1 e 60 centímetros de comprimento. São predadores vorazes, incluem em seu cardápio, minhocas, lesmas e insetos variados, sendo assim uma boa aliada no controle de pragas, caçam imobilizando e envolvendo a presa em seu muco viscoso, assim a presa é levada para a boca que fica na parte ventral do animal.
O fato curioso é que em algumas regiões, essa espécie se torna exótica e pode representar uma ameaça a ecossistemas nativos e causar danos ecológicos, como é o caso de uma região do Reino Unido. Este animal foi introduzido de forma acidental pelo homem, pegando carona em navios que saiam de algumas regiões como a Nova Zelândia em direção ao Reino Unido, causando assim um impacto ambiental, pois, esse animal está devorando ferozmente as minhocas nativas daquela região.


Por: Nilton Zanesco
Graduado em Ciências Biológicas

 

Os celenterados estão ameaçados de morte

Os celenterados estão ameaçados de morte
Quando as correntes e as marés jogam na praia águas-vivas e caravelas, os banhistas incautos podem sofres um desagradável susto. É que os tentáculos desses animais produzem uma substância urticante se esbarrarem na pele do banhista. A penetração dessa substância em nossa pele pode provocar queimaduras, quando ocorre em grande concentração, ou, no mínimo, uma desagradável sensação de coceira. Também podem surgir dores de cabeça e até desmaios.
Mas a ameaça que os celenterados nos representa não é nada perto do perigo que representamos para esses belos animais. A maioria dos celenterados é sensível a poluição, sofrendo profundamente com o esgoto que lançamos no litoral e com o petróleo derramado no mar. Esses animais necessitam de água límpida para viverem e simplesmente desaparecem quando obras de desvios de rios, de drenagem ou de construção de portos levam mais sedimentos para o mar, tornando turva sua água.


Por: Nilton Zanesco
Graduado em Ciências Biológicas 

domingo, 18 de dezembro de 2016

Os Celenterados

Os Celenterados
A grande variedade de espécies que integra esse filo é aquática, sem exceção, sendo que a maioria vive no mar. Apesar das diferenças de aspecto e manifestações de vida, os celenterados possuem características comuns; entre elas, destaca-se o fato de sempre se apresentarem sob a forma de medusas e pólipos.
Há celenterados que existem exclusivamente na forma de pólipo. É o caso da hidra de água doce, da Anêmona-do-mar e dos corais. A maioria contudo existe nas duas formas de vida, sendo que em algumas espécies predomina o pólipo, e em outras a medusa. A água-viva é um exemplo de animal no qual há predominância da forma medusa.
Águas-vivas, anêmonas-do-mar e hidras vivem isoladas. Corais e caravelas formam colônias, ou seja, vários indivíduos de uma mesma espécie vivem juntos. Os conhecidos recifes de coral são formados pela união de milhares de esqueletos de corais.
As medusas são formas móveis de celenterados. Têm o aspecto de um guarda-chuva aberto e se deslocam livremente pelas águas. Já os pólipos são formas fixas, em geral presas a rochas. Seu corpo tem o formato de um saco vazio, fixo pela base.
A água-viva é uma medusa típica: tem corpo gelatinoso transparente e com manchas coloridas. A boca está situada na parte inferior, ladeada por tentáculos.


A anêmona-do-mar é um pólipo típico: corpo em forma de saco vazio, fixo pela base. A outra extremidade do saco é livre e apresenta uma abertura – a boca - ladeada por tentáculos.

Estrutura e funções vitais
A estrutura corporal é a mesma para pólipos e medusas. Ambos possuem a parede do corpo formada por duas camadas de células justapostas, entre as quais há uma massa gelatinosa denominada mesogléia.
Todos os celenterados têm, na camada celular externa, células denominadas cnidoblastos, que produzem um líquido capaz de provocar queimaduras nos seres por ele atingidos. É o que por vezes acontece com banhistas que tocam as águas-vivas.
A parede do corpo envolve uma região denominada cavidade gastrovascular. Esta é a cavidade digestiva que se comunica com o meio externo através da boca.


Uma vez capturado, o alimento é levado à boca pelos tentáculos. Daí, passa à cavidade gastrovascular, onde é parcialmente digerido. Em seguida, é absorvida pelas células da camada interna, que completam a digestão. Os restos da digestão são lançados no meio externo pela própria boca.
O oxigênio é trazido pela água e se difunde entre as células. O gás carbônico e os restos das atividades celulares são eliminados pela parede do corpo.

Reprodução
Assim como nos poríferos, a reprodução dos celenterados também pode ser assexuada (só entre pólipos) e sexuada (em pólipos e medusas).
A reprodução assexuada ocorre em ocasiões nas quais o animal está se alimentando, e se faz por brotamento. O processo é o mesmo que se observa nos poríferos: há a formação de um pequeno broto, que cresce, exibe tentáculos e depois se destaca, passando a constituir um novo ser, independente.
As espécies que fazem reprodução sexuada exibem o ovário e testículos, os órgãos sexuais feminino e masculino, respectivamente. O testículo fabrica os espermatozoides e apenas um destes fecunda o óvulo, produzido no ovário. Da fecundação, origina-se o ovo, do qual nascerá um novo animal, após cerca de 17 dias.

Metagênese
“Metagênese ou alternância de gerações é o processo em que um indivíduo se reproduz sexuadamente numa fase da vida e assexuadamente na seguinte.”
A metagênese é comum entre os celenterados. Um exemplo é a obélia, este animal tem a forma de um musgo e vive nas águas rasas, fixo em rochas, conchas e estacas. Trata-se de um ser colonial, de aspecto esbranquiçado, que se fixa por uma base que funciona como uma espécie de raiz.
Da base, partem “caules” ramificados, aos quais se prendem dois tipos de pólipos: os nutritivos, encarregados de conseguir alimento, e os que se destinam à reprodução.
A fase de vida mais desenvolvida nesse animal é o pólipo, que se reproduz assexuadamente. A fase transitória consiste de pequenas medusas cuja reprodução é sexuada.

Na obélia os pólipos reprodutivos produzem, assexuadamente, medusas. Estas são sexuadas. A medusa macho lança os espermatozoides na água, onde a fêmea lançou os óvulos. Do ovo formado desenvolve-se a plânula, uma larva que se fixa e forma um pequeno pólipo. Este é o início de uma nova colônia.



Por: Nilton Zanesco
Graduado em Ciências Biológicas 



sábado, 17 de dezembro de 2016

Utilidade das esponjas

Utilidade das esponjas
As esponjas possuem um esqueleto muito simples, que serve de sustentação para a massa de células. Ele é formado por um emaranhado de espículas. As espículas são pequeninos filamentos de cristais de calcário ou sílica, ou mesmo de espongina, uma proteína. Mesmo quando as esponjas já estão mortas e secas, seus esqueletos se conservam. Esse esqueleto foi, durante muito tempo, usado como esponja de banho e para a limpeza de ferimentos.

O corpo das esponjas possui a capacidade de concentrar a armazenar sais de iodo. O iodo é uma importante substância para o funcionamento da nossa glândula tireoide. A falta de iodo pode causar o bócio, uma doença que provoca, nas crianças, problemas no desenvolvimento mental, e, nos adultos, obesidade e crescimento do papo. Para curar esse mal, os chineses usam, a quatro mil anos, um triturado de esponjas, rico em iodo.
A cinza das esponjas é misturada com barro para a produção de potes, panelas e outros utensílios da cerâmica amazonense. Na Rússia, ainda se secam e pulverizam esponjas, para serem vendidas como pó de bandagem e como antirreumático.


Por: Nilton Zanesco
Graduado em Ciências Biológicas 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Os Poríferos

Os Poríferos
Receberam o nome de poríferos ou esponjas os animais que apresentam poros na parede do corpo. São animais aquáticos e vivem, na sua maioria, nas águas do mar, onde se distribuem desde a superfície até profundidades de 6 mil metros.
Os poríferos têm a forma, cores e tamanhos variados, mas todas as espécies vivem fixas, presas a rochas, conchas e outros objetos submersos.
A presença de poros, a vida em ambiente aquático e o fato de serem fixos são características que chamam a nossa atenção para a simplicidade da vida desse seres.
De fato, se descermos ao fundo do mar e observarmos uma esponja veremos a passagem contínua de água pelo seu corpo trazendo-lhe alimentos e oxigênio. Toda vida desses seres se resume nisso.

Estrutura e funções vitais
O corpo das esponjas parece um saco de paredes grossas, perfurado por muitos poros. A água entra pelos poros, atravessa a parede do corpo e cai numa cavidade denominada átrio. Depois de circular nessa cavidade, a água sai para o exterior através de uma abertura maior, o ósculo.
É a água que garante a sobrevivência das esponjas. Ao entrar pelos poros ela traz alimento e oxigênio, os alimentos são capturados com a ajuda dos flagelos digeridos dentro dos coanócitos, depois da digestão, são distribuídos por todas as células do corpo. Já o oxigênio difunde-se entre as células que o utilizam em seus processos respiratórios.
Ao sair pelo ósculo, a água leva para o exterior os restos da atividade celular e o gás carbônico, que é o produto final da respiração.


Reprodução
As esponjas podem-se reproduzir de duas maneiras: sexuada e assexuada.
Embora não possuam órgãos sexuais, as esponjas são capazes de realizar a reprodução sexuada, com a participação de células sexuais. As esponjas produzem células sexuais a partir de outras células.
Algumas espécies produzem espermatozoides (células sexuais masculinas) e óvulos ( células sexuais femininas). Outros poríferos só produzem uma dessas células. A fecundação ocorre quando o espermatozoide de uma esponja se une ao óvulo de outra.
Forma-se, então, a célula-ovo, que começa a se dividir e forma uma larva. Esta é capaz de nadar livremente e, encontrando lugar adequado, fixa-se e dá origem a uma nova esponja.
A reprodução assexuada pode acontecer por meio de dois processos: regeneração ou brotamento. Em ambos, como não há participação de células sexuais, os dois descendentes são idênticos aos pais. Na regeneração, um novo animal forma-se a partir de um pedaço de outro animal. A regeneração também pode simplesmente repor uma parte perdida por um animal. Outro processo assexuado é o brotamento, situação em que numa esponja forma-se um broto. Depois, este se destaca e se fixa em outro lugar, dando origem a um novo porífero.
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Por: Nilton Zanesco
Graduado em Ciências Biológicas

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O Reino Animal

O Reino Animal

Os seres vivos povoam uns poucos quilômetros acima ou abaixo da superfície do nosso planeta. Dentro desses limites, há uma incrível diversidade de seres, dos quais mais de um milhão de espécies pertencem ao reino animalia.
Para estudar o reino animalia, foi preciso agrupar os animais. A classificação mais usada é a que levam conta a ausência ou a presença da coluna vertebral nesses seres. De acordo com esse critério, chamam-se de invertebrados os animais que não possuem coluna vertebral. Os que a possuem são conhecidos como vertebrados.
Os invertebrados distribuem-se em vários filos dos quais os principais são os seguintes:
*Anelídeos
*Celenterados
*Poríferos
*Platelmintos
*Nematelmintos
*Artrópodes
*Moluscos
*Equinodermos

Todos os vertebrados pertencem a um mesmo filo, o dos cordados. Este filo divide-se em classes, sendo as principais as seguintes:
*Peixes (cartilaginosos e ósseos)
*Anfíbios
*Répteis
*Aves
*Mamíferos

Por: Nilton Zanesco
Graduado em Ciências Biológicas



quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Reinos da natureza

Reinos da natureza
Durante muito tempo, a forma mais simples e eficiente de classificar os seres vivos era separando-os em dois reinos: animal e vegetal. A diferença parecia muito clara. Os animais são seres dotados de movimento e se alimentam de outros seres vivos, isto é, são heterótrofos. Os vegetais, ao contrário, vivem fixos em um substrato e são autótrofos, ou seja, são capazes de produzir o próprio alimento.


Entretanto, à medida que os seres vivos foram sendo estudados, começaram a surgir exceções a essa regra de classificação. Com o uso do microscópio, o número de exceções aumentou vertiginosamente. Descobriram-se, por exemplo, animais que não se locomovem, como os poríferos. Descobriu-se, também, um ser unicelular, chamado euglena, que no escuro alimenta-se de bactérias – como um animal -, mas na luz produz seu próprio alimento – como uma planta. Este pequeno ser gerou discórdia entre os cientistas. Os zoólogos – estudiosos do reino animal – classificavam a euglena em um filo do reino animal. Mas, ao mesmo tempo, os botânicos – aqueles que estudam os vegetais – consideravam a euglena como vegetal e a classificavam no reino vegetal.
A confusão aumentou quando se descobriu que as células das bactérias e das algas azuis (cianobactérias) eram completamente diferentes das demais. Nesses dois seres, a estrutura celular é muito mais simples: suas células não possuem membrana que separa o núcleo do citoplasma. O tipo de célula típica das bactérias e algas azuis recebeu o nome de procarionte. Todas as demais células denominam-se eucariontes.
Para acabar com essas disputas e contradições, o biólogo norte-americano R. H. Whittaker propôs, em 1969, que todos os seres vivos fossem agrupados em cinco reinos, que são os seguintes:
*Reino Animalia: organismos eucariontes pluricelulares, heterótrofos e que geralmente se deslocam por força própria. Inclui os animais.
*Reino Plantae: organismos eucariontes pluricelulares, autótrofos, geralmente verdes e fixos em um substrato. Abrange a maior parte das plantas conhecidas por nós.
*Reino Fungi: organismos eucariontes uni e pluricelulares, com estrutura celular semelhante à das plantas, porém heterótrofos. Vivem fixos em um substrato. Representado pelos fungos.
*Reino Protista: organismos eucariontes unicelulares, tanto autótrofos ou heterótrofos, capazes de viver em diversos tipos de ambientes. Seus principais representantes são os protozoários e as algas.
*Reino Monera: organismos procariontes unicelulares, autótrofos ou heterótrofos. Inclui as bactérias e as cianobactérias (algas azuis).

Por: Nilton Zanesco
Graduado em Ciências Biológicas