quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O combate as verminoses

O combate as verminoses
As verminoses são um dos mais graves problemas de saúde pública no Brasil. São milhões os brasileiros atingidos por elas, incapacitando-os para o trabalho ou provocando a morte, nos casos mais graves. As verminoses são combatidas com medicamentos denominados vermífugos, que matam os vermes instalados no corpo dos doentes.

O combate também deve ser feito no ambiente onde os vermes passam certas fases de suas vidas. Assim, evita-se que outras pessoas sejam parasitadas. No caso do esquistossomo, o seu ciclo de vida pode ser quebrado se eliminando os caramujos, seu hospedeiro intermediário. Para matá-los, usam-se moluscidas. Como os moluscidas são produtos químicos altamente tóxicos, que matam também peixes e outros animais aquáticos, conseqüências indesejáveis para o ambiente, foram desenvolvidos moluscidas a partir de produtos naturais, como o látex da coroa-de-cristo. Outra alternativa são as técnicas de controle biológico, em que se usam predadores naturais (peixes) para diminuir a população de moluscos.

(caramujo Biomphalaria)
De acordo com dados da organização mundial de saúde, cerca de 200 milhões de pessoas são infectadas por ano pela esquistossomose, popularmente chamada de barriga d'água, atingindo principalmente as populações dos países mais pobres.

De todas as formas de proteção contra as verminoses, a mais eficiente é o saneamento básico. A existência de instalações sanitárias adequadas impede que os ovos contaminem a água usada pela população. Outras medidas que ajudam no combate a teníase e da esquistossomose são:
  • Fiscalizar criadouros e abatedouros de gado bovino e suíno;
  • Promover o consumo de carne bem passada;
  • Construir fossas sanitárias ou redes de coleta de esgoto;
  • Proibir o uso de águas paradas e contaminadas;
  • Instalar rede de distribuição de água potável tratada.
A responsabilidade da aplicação dessas medidas não cabe somente ao poder publico a iniciativa individual também cabe a nós.

Por: Nilton Zanesco
Graduado em Ciências Biológicas

sábado, 14 de janeiro de 2017

Javali

Javali
O javali-europeu é a espécie mais conhecida no mundo, também conhecido como porco-monteiro, ou porco-montês é um mamífero que pertence a família dos suínos ou suidae, possuem porte médio e são animais muito robustos.
Javali é uma definição árabe que significa porco. O javali-europeu pode pesar até 250 kg para machos e 130 kg para fêmeas, uma de suas principais características são os dentes caninos, tanto o superior quanto o inferior que se sobressaem para fora da boca, crescem continuamente e podem atingir até 20 cm de comprimento e são usados como arma nas lutas entre os machos ou na defesa contra alguns predadores.


Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Suidae
Gênero: Sus
Espécie: Sus scrofa
Linnaeus, 1758


(Javali-europeu)







Nesta espécie, os pelos se fazem presentes, de cor vermelho-escuro e castanho nos adultos, e nos filhotes a pelagem é de cor marrom claro e também apresenta listras negras, o que garante uma camuflagem bastante eficiente e ao longo de seu crescimento a pelagem vai escurecendo.
O javali-europeu se difere do javali-africano, sendo o africano coberto por poucos pelos, tendo apenas uma estreita faixa de pelos maiores em seu dorso que se estende do alto da cabeça até a cauda. Possui uma pele de cor acinzentada e bastante enrugada, a cabeça é maior no javali-africano, pois os olhos se localizam no alto desta, o que facilitam localizar predadores como os leões.


Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Suidae
Gênero: Phacochoerus
Espécies: Phacochoerus africanus
Phacochoerus aethiopicus




(Javali-africano)











O javali-africano é menor que o javali-europeu, o adulto pesa em torno de 80 kg e mantêm as presas para possíveis defesas como no europeu. Esta espécie ficou muito conhecida depois de aparecer no filme “O Rei Leão” com o personagem Pumba.
O gênero Phacochoerus inclui duas espécies: Phacochoerus africanus e Phacochoerus aethiopicus, que habitam desde o sul do Deserto do Saara, passando para as savanas áridas e úmidas.
A espécie europeia, Sus scrofa já preferem os bosques de florestas temperadas onde existe vegetação densa e até mesmo as florestas tropicais. Sua ocorrência se estende pela maior parte da Europa, no norte da África, onde ficam separados pelo Deserto do Saara das outras duas espécies africanas e na Ásia se distribuem pela Sibéria, passando pelo leste asiático chegando até a Indonésia, onde nestas regiões houve também o surgimento de, pelo menos, outras cinco subespécies, todas pertencentes ao gênero Sus.
A gestação dura em torno de 110 dias, com o nascimento de 2 até 10 filhotes, onde a maioria dos partos é concentrada entre fevereiro e abril (final do inverno e início da primavera no hemisfério norte). Tem como principal característica o banho de lama, onde sua principal função é regular a temperatura corporal, visto que os javalis não produzem suor, pois suas glândulas sudoríparas são atrofiadas.
Nos dias atuais a população de javalis na Europa foi muito reduzida pela caça e pela destruição de seus habitats naturais. A perda de habitat reduz à área de moradia e consequentemente a comida destes animais, tendo então que sair em busca de alimentos para outras áreas como, por exemplo, as plantações cultivadas onde são caçados pelo homem.
Até hoje não sabemos ao certo com os javalis chegaram as Américas, o que sabemos é que durante a segunda viagem de Cristóvão Colombo ao continente americano em 1494, os europeus trouxeram e soltaram na selva uma grande quantidade de suínos já domesticados na Europa, esses mais tarde receberam o nome de javaporco, devido o cruzamento do javali selvagem com o porco doméstico. Em 1499, esses animais já eram muito numerosos e prejudicavam muito as plantações em todo o continente. Os descendentes desses porcos chegaram a povoar grande parte da América do Norte e também chegaram até o Equador, Peru, Colômbia e Venezuela.
No Brasil, os javalis selvagens entraram pelo Estado do Rio Grande do Sul há mais de 20 anos, vindos de supostos criatórios da Argentina e Uruguai. O animal mais comum que anda pelo território brasileiro, é considerado uma subespécie, visto que é originário do cruzamento entre o porco doméstico (Sus scrofa domesticus) e o javali (Sus scrofa) e que se originou o javaporco, mas é comumente chamado de javali. 

(Javaporco selvagem brasileiro)

Dentro do território brasileiro esta espécie exótica (espécie invasora que tem origem em uma certa região, penetra e se aclimata em outra onde não era encontrada antigamente, prolifera sem controle e passa a representar ameaça para espécies nativas e para o equilíbrio dos ecossistemas) não encontrou nenhum predador natural, o que facilitou a sua dispersão.
Isso vem tirando o sono de muita gente pelo Brasil afora, esse invasor exótico, sem predador, encontrou por aqui alimento farto, lugar para se esconder e reproduzir, os javalis atacam principalmente as lavouras de milho, cana-de-açúcar, amendoim e mandioca, como são animais que possuem o hábito noturno de andarem quase sempre em bando, em uma única noite o estrago pode ser devastador gerando muitos prejuízos aos produtores rurais.
Existem relatos de que os javalis já ameaçam a sobrevivência de aves nativas ao comer ninhadas de ovos da ema, da perdiz, do perdigão e do quero-quero. Todas essas espécies de aves fazem seus ninhos sobre o solo e os javalis devoram seus ovos e filhotes recém-nascidos.
Na região sul do país já existe relatos também de ataques até a rebanhos de ovelhas e para completar ainda mais os danos, podem disseminar doenças para criações comerciais como a brucelose suína e até mesmo a febre aftosa, doenças consideradas zoonoses, ou seja, doenças que podem ser transmitidas entre os animais e o homem. Em amostras de sangue retiradas de alguns animais abatidos, o resultado foi positivo para algumas doenças.
Estes animais são considerados onívoros (aqueles que se alimentam de diversas fontes de alimentos, comem de tudo, pois, possuem o organismo adaptado para digerir alimentos diversificados) na natureza se alimentam até mesmo de cadáveres em decomposição.
O desequilíbrio ambiental causado pelos javalis é outro grave problema, o javali por ser uma espécie agressiva disputa o alimento com outras espécies nativas como o veado, a capivara e tatus, e até mesmo espécies simpátricas (em biologia, duas espécies ou populações são consideradas simpátricas quando elas ocorrem na mesma área geográfica e assim, regularmente encontram-se uma com a outra) da América do Sul como a queixada e o cateto, que debandam para outras áreas distantes do seu habitat natural.
A lógica do porco selvagem é de sempre ir atrás de comida, o que faz dele um colonizador de grandes áreas.
Sua reprodução é muito parecida com a de seus primos o europeu e o africano, parindo até 10 filhotes por ano. Seu hábito mais comum é o banho de lama para se refrescar, mas em áreas úmidas uma vara de javalis pode transformar facilmente em poucos dias uma extensa área de pastagem em um enorme lamaçal.
De acordo com o IBAMA (órgão responsável pela execução da Política Nacional do Meio Ambiente no Brasil), o abate do animal em todo o território nacional é autorizado, mas os produtores rurais devem obedecer algumas normas antes da caça. Uma delas é que o produtor precisa fazer um cadastro junto ao órgão comprovando o ataque dos animais e a necessidade do abate. O IBAMA ainda reitera que o animal abatido não pode ser transportado de um lugar para outro e a carne não pode ser consumida, nem comercializada.
Pois o abate destes animais, não se trata de caça e sim de um controle populacional da espécie invasora.
Isso mostra que a falta de conhecimento sobre a espécie, a falta de manejo adequado e o abandono de criações de espécies exóticas, transformou o animal em uma praga biológica gerando muitos prejuízos financeiros e ambientais ao homem, o único culpado e responsável pelo descontrole desta espécie.


Por: Nilton Zanesco
Graduado em Ciências Biológicas


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Platelmintos

Platelmintos
Fazem parte deste filo os vermes, pequenos animais que se caracterizam pela forma alongada do corpo e pela ausência de esqueleto e apêndices locomotores aparentes.
Os platelmintos têm corpo mole e forma achatada. Entre as espécies do grupo destacam-se parasitas como o esquistossomo e as solitárias (Taenia solium e Taenia saginata), causadores de doenças no homem. Além deles, existem platelmintos de vida livre. É o caso da planária.

A planária: estrutura e funções vitais
As planárias são pequenos vermes de cerca de 2 centímetros de comprimento. Podemos encontrá-las sempre apoiadas a algum suporte, em rios, lagoas, fontes e lugares úmidos.
Se observarmos uma planária, constataremos que a cabeça fica na parte anterior do corpo, onde está um par de ocelos. A boca não fica na cabeça, mas localiza-se na região ventral, mais ou menos no meio do corpo. Nas planárias sexualmente adultas, existe um poro genital, situado atrás da boca.

Para se alimentar, a planária emite um tubo para fora da boca, com o qual captura alimentos

As células-flama recebem os resíduos e os jogam em tubos, sendo daí eliminados para o meio externo.

A planária é um animal carnívoro que se alimenta de pequenos animais, vivos ou mortos. Para ingeri-los, desliza sobre a presa e deita-se sobre ela; da boca sai, então, a faringe, com a qual devora o alimento.
Da faringe, os alimentos chegam a um intestino ramificado, onde começa a digestão. A seguir, as células da parede do intestino absorvem os alimentos parcialmente digeridos. No interior dessas células completa-se a digestão. Só então os nutrientes são distribuídos para todas as células do corpo.
O oxigênio, necessário à respiração, atravessa a parede do corpo e chega às células. O gás carbônico é também eliminado através da parede corporal. Já a eliminação dos restos das atividades celulares se faz por células especiais, denominadas células-flama.

Reprodução
As planárias são hermafroditas, isto é, possuem ao mesmo tempo órgãos genitais masculino e feminino. Por ocasião da reprodução, duas planárias se unem pelas partes posteriores de seus corpos. Encostando seus poros genitais, trocam espermatozóides, de modo que o esperma de uma se une ao óvulo da outra. Formam-se assim os ovos, dos quais surgirão novas planárias.
As planárias também possuem grande poder de regeneração: um pedaço separado do corpo é capaz de dar origem a um novo animal.


Por: Nilton Zanesco
Graduado em Ciências Biológicas



sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Por que não devemos tomar leite cru?

Por que não devemos tomar leite cru?
O leite é um líquido nutritivo de cor branca, produzido pelas células secretoras das glândulas mamárias das fêmeas do mamíferos, incluindo neste também os monotremados.
O chamado colostro é produzido dias antes e depois do parto e é usado na alimentação do filhote no pós-parto. Neste tipo de leite existe uma grande quantidade de imuniglobulinas e que em algumas espécies não conseguem passar através da placenta para o filhote, ficando então o colostro da mãe o responsável de transmitir para o filhote funções importantes de imunidade e proteção contra algumas doenças e enfermidades, funcionando assim como uma vacina.


É papel também do colostro limpar o trato digestido dos filhotes dos mamíferos de alguns resíduos, ajudando o intestino amadurecer e funcionar de maneira correta, além de prevenir contra o aparecimento de alergias, infecções e diarreias e na manutenção e formação de bactérias benéficas ao trato digestivo.
Com o passar dos primeiros 15 dias o colostro vai gradativamente passando para oque chamamos de leite, contendo todas as suas características.
O leite então tem como principal função alimentar os filhotes dos mamíferos até que sejam capazes de digerir outros alimentos. Este passa a ser então o único alimento ingerido pelos filhotes, desde o nascimento até o desmame.
E neste contexto temos o homem, um dos poucos maníferos adultos desmamado que toma o leite de outra espécie. O aumento do consumo de leite animal por humanos cresceu bastante após o surgimento da agricultura e a domesticação dos animais, principalmente os bovinos e os caprinos. Os então caçadores-coletores passaram a consumir o leite destes animais a fim de receber carboidratos, revigorando-os para uma nova jornada de caçadas e coletas de alimentos e esse hábito se espalhou pelos povos euro-asiáticos da época.
Hoje o leite de bovinos, caprinos e bubalinos são os mais consumidos em todo mundo, mas também produzem leite destinado ao consumo humano as ovelhas, o iaque, o camelo, alguns cervos como a rena, os equídeos, a lhama e a alpaca.
O leite é composto de muitos nutrientes, especialmente devido a sua composição proteica e mineral. Com relação as suas propriedades, o leite contém vitamina B12, magnésio, fósforo, potássio, biotina e, sendo o leite integral, vitaminas A e D. Apresentam também a melhor fonte de cálcio dietético, beneficiando a saúde óssea e dos dentes principalmente de crianças e idosos. Lembrando também que o leite apresenta uma quantidade de gordura considerada, no leite cru varia, entre 3,5 e 5,3%, já no leite industrializado pode ter de 0-0,5% de gordura no desnatado, de 0,6-2,9% de gordura no semidesnatado e pelo menos 3% de gordura no integral.
Os ácidos graxos presentes no leite são os saturados e mesmo assim muitas pesquisas mostram que o consumo de produtos lácteos ricos em gordura, não aumenta os riscos de doenças cardiovasculares e de obesidade, pelo contrário, pode até reduzi-los, mas é claro dentro de uma alimentação equilibrada.
Contudo assim o leite se apresenta com um adequado equilíbrio de macro e micronutrientes, satisfazendo todas as necessidades nutricionais dos recém-nascidos nos primeiros meses de vida.
Algumas pesquisas científicas apontaram o consumo do leite como um dos pilares da boa alimentação. Em contra partida, tempos depois, parte da comunidade científica passou a recomendar aos adultos que excluíssem o leite da sua dieta. Visto que o leite passa a não ser indicado, a uma parcela da população que sofre de intolerância à lactose, deficiência de galactoquinase, alergia à proteína do leite ou a pessoas que desenvolvam uma quantidade maior de muco quando consomem o alimento. Quem tem intolerância à lactose por exemplo, pode apresentar problemas gastrointestinais como flatulência, diarreia e indigestão. Já quem é alérgico à proteína apresenta uma reação alérgica.
O principal problema é quando o leite está sendo ingerido de forma errada, ou de uma forma que foi ensinada errada. Antigamente e até hoje em dia ainda é comum em algumas propriedades leiteiras servir-se do leite ainda quente pelo calor do corpo da vaca, tirado direto em um copo e ingerido ali mesmo de forma cru. Por trás de tantas lembranças e de bons tempos passados, existem riscos associados a microrganismos patogênicos e sérias intoxicações alimentares.
O leite cru é aquele que permanece in natura, sem passar por nenhum processo térmico de pasteurização para que haja uma redução de bactérias patógenas como a Salmonella, E. Coli, Campylobacter e Listeria e seu consumo pode ocasionar infecções e intoxicações alimentares, sobretudo em crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade.
No Brasil a venda de leite sem nenhum tratamento específico de eliminação dos patógenos é proibida, mas a falta de fiscalização não consegue controlar a prática e podemos encontrar até mesmo a venda de leite cru pela internet.
Além de bactérias e vírus como o da hepatite A, que podem ser transmitidos pelo consumo do leite cru, incluem-se também a tuberculose, a brucelose, a listeriose e a toxoplasmose, onde algumas são zoonoses¹ de grande importância econômica e de saúde pública.
Isso mostra que ferver o leite antes de consumi-lo reduz bastante o risco de contaminação, mas não assegura a total eliminação dos patógenos causadores das doenças.
Para que haja uma fervura mais adequada e próxima dos padrões exigidos, o ideal é que todo o processo térmico envolve o controle do tempo e a temperatura, além das condições iniciais do produto, nesse caso o ideal não é desligar o fogo imediatamente após a fervura e sim esperar para que o leite então ferva e cozinhe um pouco, garantindo que alguns patógenos resistentes sejam eliminados, e para facilitar o processo é indicado ferver o leite em banho-maria evitando assim que ele suba e esparrame.

1- Zoonoses - Doenças que podem ser transmitidas de animais para o homem e ou do homem para os animais (e que muitas vezes o criador nem sabe que seus animais podem estar contaminados, haja vista que existe um tempo de incubação para cada tipo de doença).


Por: Nilton Zanesco
Graduado em Ciências Biológicas


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Escorpião

Escorpião
Ao contrário do que muitos pensam, os escorpiões não são insetos e sim um invertebrado artrópode, com patas formadas por vários segmentos e é enquadrado na classe dos aracnídeos.
Pertencente a ordem Scorpiones que reúne cerca de 2.000 espécies de escorpiões. São animais geralmente discretos e noturnos, escondendo-se durante o dia sob restos de entulhos, lixos acumulados, troncos e cascas de árvores.
No Brasil existem cerca de 140 espécies. Seu tempo de vida parece situar-se entre 4 a 25 anos, sendo o de 25 anos o tempo de vida máximo já registrado para a espécie H. arizonensis. Suportam uma temperatura entre 20°C e 37°C, mas sobrevivem bem em temperaturas de 0°C a 56°C. Possuem condições adaptadas para viver no clima do deserto, suportam muito bem a sua alta temperatura diária que fica na ordem dos 40°C.
Os escorpiões são carnívoros e têm geralmente hábitos de sair de noite, quando caçam e se reproduzem. Detectam suas presas por vibrações no ar, no solo e sinais químicos, todos detectados por sensíveis pelos distribuídos principalmente nas suas pinças e patas. Sua alimentação é baseada principalmente em insetos e aranhas, mas podem se alimentar de outros escorpiões (o canibalismo é uma prática comum entre todos os aracnídeos).


Normalmente usam seu veneno para imobilizar a presa, que também serve para pré digerir os órgãos internos e vísceras da mesma. Como acontece com as aranhas, eles não conseguem ingerir material sólido, portanto sugam todo o líquido da presa deixando o seu exoesqueleto.
Os escorpiões têm com inimigos naturais e predadores, as aves, alguns répteis como cobras e alguns lagartos, aranhas e até algumas formigas. Na cadeia alimentar, os escorpiões são ótimos controladores de insetos, como grilos e gafanhotos e até alguns aracnídeos, como as aranhas.
Em sua grande maioria, a reprodução é sexuada e exige os gametas masculinos e femininos, porém em algumas espécies a reprodução monóica (partenogênese) se faz presente. Neste processo não exige a presença de machos e mesmo assim os óvulos não fecundados dão origem a embriões vivos.
Na reprodução sexuada ocorre a dança nupcial, onde o macho primeiro limpa o chão com seus pentes e ali deposita o espermatóforo, uma espécie de bolsa cheia de espermatozóides e em seguida ele arrasta a fêmea para cima desta bolsa para que ela receba os espermatozóides.
Existem algumas espécies de escorpiões que são vivíparas, ou seja, que se desenvolve dentro do corpo da fêmea em uma placenta, mas a grande maioria é ovovípara, que se desenvolve em um ovo dentro do corpo da fêmea e que durante o nascimento, eclóde internamente.
O tempo de gestação varia de 2 meses até 2 anos e podem nascer de 6 até 90 filhotes, mas tudo depende da temperatura, alimentação da fêmea e da espécie. Os filhotes nascem completamente brancos e permanecem aderidos ao dorso da mãe por mais ou menos 15 dias, até completarem a primeira muda e assim já podem buscar sozinhos seu próprio alimento.

Filhotes aderidos ao dorso da mãe

Característico dos escorpiões é sua cauda estrutura cilíndrica contendo um espinho na ponta, o ferrão e duas glândulas de veneno. O veneno de todos os escorpiões possuem efeito neurotóxico, agindo no sistema nervoso.
Sua picada é muito dolorosa e provoca dor intensa em forma de pontadas no local da picada e se dissipa por todo corpo. Em crianças, idosos e pessoas debilitadas, se não for socorrido a tempo a picada pode ser fatal, fazendo com que a vítima morra por parada respiratória.
O tratamento contra a picada do escorpião é primeiramente um anestésico para o alívio da dor e soro antiescorpiônico (obtido através de escorpiões vivos). Todo o tratamento deve ser hospitalar, de preferência com a apresentação do escorpião para facilitar o diagnóstico e o tratamento.
O Tityus serrulatus (Escorpião Amarelo) é a espécie encontrada com maior frequência, o detalhe é que esse escorpião por natureza ataca o homem ao se sentir ameaçado. No Brasil está presente em praticamente todas as regiões e nos últimos anos vem sendo encontrado com facilidade e maior frequência dentro das residências. Por ser uma espécie muito agressiva, pode levar ao desaparecimento de outras espécies de escorpiões devido à competição.

Tityus serrulatus

A recomendação é manter os quintais limpos e livres de restos de construção como entulhos, tijolos, telhas e tábuas, também deve ser observado os locais onde é feito o armazenamento do lixo doméstico até um destino final, pois este atrai insetos que servem de alimento para os escorpiões, deve-se fazer constantemente a poda de gramados e jardins, limpando as folhas e cascas de árvores a fim de que sirvam como abrigos para escorpiões.

Classificação científica do Tityus serrulatus (Escorpião Amarelo). Principal espécie encontrada no Brasil:
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Arachnida
Ordem: Scorpiones
Família: Buthidae
Gênero: Tityus
Espécie: T. serrulatus


Por: Nilton Zanesco
Graduado em Ciências Biológicas

Baunilha

Baunilha
A Vanilla é um gênero de plantas trepadeiras pertencentes à família das orquídeas. É encontrada em florestas tropicais, com cerca de 109 espécies. De seus frutos se extrai a especiaria comercialmente conhecida como baunilha.
Originária do México, a baunilha é extraída das favas ou bainhas da orquídea que cresce em várias regiões tropicais, inclusive no Brasil e é cultivada na região do Cerrado. A baunilha é uma orquídea que se fixa no tronco de árvores para sobreviver.
A planta é de fácil propagação, se o caule se partir, os pedaços que caem no solo criam raízes facilmente, quer na natureza quer em cultivo.


 Flor da Baunilha


Bainhas verdes


Bainhas secas com as sementes de Baunilha

Existem dois tipos principais de baunilha utilizados na alimentação: a Bourbon (de aroma mais forte) e a Taiti (de aroma mais floral), mais utilizada pelos chefs. É no interior das favas secas estão as sementes de baunilha, que dão à especiaria seu perfume característico, dentre essas existem outras menos conhecidas.

Classificação científica da Baunilha:
Reino: Plantae
Filo: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Orchidaceae
Gênero: Vanilla
Espécie: Vanilla planifolia (Existem muitas outras espécies)


Por: Nilton Zanesco
Graduado em Ciências Biológicas

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Curicaca

Curicaca
Ave da família Threskiornithidae, Theristicus caudatus, caracterizada pelo colorido pardo-cinzento, com as asas quase brancas, pescoço branco-amarelado, peito e vértice pardo-castanhos. A garganta é nua, preta, bem como na zona ao redor dos olhos, o bico, longo e curvo, é preto na base e verde na ponta.


O macho costuma ser ligeiramente um pouco maior que a fêmea, atingindo 69 cm de comprimento e cerca de 143 cm de envergadura.
Alimenta-se durante quase o dia todo e também ao pôr-do-sol. Tem alimentação variada, composta por artrópodes, como centopeias, aranhas, insetos adultos e larvas, entre outros invertebrados, podendo predar ainda pequenos lagartos, ratos, caramujos, anfíbios e pequenas serpentes, e até mesmo aves menores. Seu bico, longo e curvo, é adaptado para extrair larvas de besouros e outros insetos da terra fofa. É um dos poucos predadores que não se incomodam com as toxinas liberadas pelo sapo (Bufo granulosus), por isso este anfíbio pode fazer parte de sua dieta.


Durante a época de reprodução, costuma pôr entre dois a quatro ovos, em ninhos de gravetos nas árvores ou mesmo grandes rochas nos campos. Os ninhos formam colônias numerosas durante o período de reprodução. Habita campos secos, alagados e pastagens.
Costuma viver em bandos pequenos ou solitária, procurando alimento em campos de gramíneas ou em alagados. É diurna e crepuscular. Anda em pequenos grupos, que à noite se empoleiram nas árvores. Gosta de planar a grandes altitudes.
Presente em grande parte do Brasil onde haja vegetação aberta e lagoas, campos em solos pantanosos ou periodicamente alagados, como na Ilha de Marajó (Pará), Pantanal e Ceará. Encontrada também no Paraguai, norte de Argentina, norte de Uruguai e em parte da Bolívia. No Brasil ocorre com maior regularidade nas regiões sudeste e sul.


Por: Nilton Zanesco
Graduado em Ciências Biológicas